Opinião

Coragem e civismo


O momento nacional exige ações desprovidas de vaidades pessoais. Neste contexto, mais do que nunca os políticos hábeis e sensatos terão papel fundamental


  Por Aristóteles Drummond 14 de Setembro de 2016 às 16:32

  | Jornalista


Atitude de coragem, sem pensar nas próximas eleições, mas no futuro dos brasileiros, alerta o presidente da República para a urgência de um programa de salvação nacional, independentemente de reflexos eleitorais.

Defende os remédios que o Brasil precisa, mesmo que amargos, consciente da gravidade da situação. Sabe que o momento não é de bondades, mas, sim, de atitudes.

Os mineiros sabem da impecável formação de homem público do Senador Aécio Neves.

O pai, Aécio Cunha, admirável na dignidade, no caráter, na coerência e no espírito público, foi um exemplo bem aproveitado.

O avô Tancredo Neves, notável aglutinador, hábil, sábio, construtor de uma transição para a democracia equilibrada, de bom senso, que foi vitoriosa até com a sua ausência. Fez por merecer estar na galeria dos presidentes, mesmo sem ter tomado posse.

O Brasil é outro depois dos acontecimentos ligados à operação Lava-Jato, das demais ações da Polícia Federal e do afastamento da presidente, que provocou a maior crise econômica e social da história.

E os próximos meses vão determinar se teremos um futuro de paz, ordem e progresso, ou vamos cair na tradicional política latino-americana, com prateleiras vazias e desemprego.

As forças do atraso estão atuantes, como se sabe. Precisamos mesmo de estadistas e não de demagogos, ou figuras menores em momento tão grave.

Os políticos estão diante da oportunidade de restaurarem a credibilidade dos parlamentares, pensarem mais no interesse nacional e não no eleitoral.

Portanto, são úteis as manifestações do senador Aécio Neves, que clama por soluções, sem medo de incorrer nas criticas dos mal intencionados, ou simplesmente ignorantes em relação as regras que regem a economia.

A colaboração do Judiciário passa pela celeridade no trato das questões que possam refletir na economia nacional, inclusive governos estaduais.

Nem tudo está perdido, quando se verifica um núcleo de alto nível no Senado.

E mais: Minas contribuindo com Aécio e Anastasia; Goiás, com Ronaldo Caiado; o Rio Grande do Sul, com Ana Amélia; o do Norte, com Agripino Maia; o Pará, com Flexa Ribeiro. 

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