Opinião

Competência e carisma


Só mesmo um líder para enfrentar a incoerência dos que protestam contra a violência na proteção de infratores, assim como as medidas de cunho econômico que levam à inflação, à desigualdade e ao desemprego.


  Por Aristóteles Drummond 28 de Setembro de 2020 às 16:23

  | Jornalista


Alguém poderia imaginar qual teria sido o resultado da II Guerra Mundial não tivessem os ingleses a inspiração de colocar no comando do país um homem da estatura de Winston Churchill?

Mesmo cometendo equívocos graves, foi ele quem representou a melhor cabeça, com visão e obsessão. Até na Inglaterra bombardeada não faltou quem defendesse uma rendição ou acordo, com o calor dos ataques da poderosa aviação alemã.

O pós-guerra, hoje existe um consenso, teria sido melhor não fosse a irresponsabilidade do eleitor inglês, que derrotou o comandante de sua vitória, que a todos custou sangue, suor e lágrimas.  

Existe uma clara falta de lideranças nos principais países ocidentais, deixando um vazio que vem sendo ocupado por forças com objetivos não identificados, mas claramente distantes da prosperidade pelo trabalho e da ordem pública.

O caso de manifestações contra o racismo é emblemático. Onde existe movimento racista? Organização que pregue qualquer tipo de racismo ou preconceito? Existem, sim, pessoas racistas e preconceituosas, que são controladas, na maioria dos países, por uma legislação que pune este tipo de comportamento anormal.

No mais, neste mundo em que a violência inquieta as famílias, parece não fazer sentido políticas de inibir a ação policial. As famílias afro-descendentes são as maiores vitimas da violência.

A existência de maior incidência de prisões e conflitos não depende das polícias, e sim das estatísticas. No caso dos americanos de origem africana, a alegação de racismo policial não tem sentido, pois é grande o contingente de policiais negros.

Como, aliás, ocorre em outros países como o Brasil, em que as polícias militares são majoritariamente compostas por brasileiros não brancos. Uma constatação visível nas ruas. Preconceito é social, não racial. E deve ser combatido, é claro. 

Só mesmo um líder para enfrentar a incoerência dos que protestam contra a violência, na evidente proteção de infratores, assim como as medidas de cunho econômico que levam à inflação, à desigualdade e ao desemprego. O pretenso racismo tem servido de pretexto para negar valores, levar a baderna às ruas em todo o mundo.

Não é só o Brasil que precisa de reformas para sair do buraco agravado com a pandemia. A vantagem será dos que saírem na frente para a atração de investimentos. O Brasil tem todas as condições, o governo tem o projeto de licitações suficiente para
garantir a retomada, mas precisa das reformas, de vencer a burocracia, o ambiente de hostilidade ao capital, de preconceito com o lucro, com a proteção ao infrator.

A Colômbia é o país que mais cresce no nosso continente e fez reformas e executou uma firme política de segurança pública. Não existem segredos para vencer. Existe muita má-fé, demagogia e veneno ideológico para manter o povo nos limites do desespero.  

Nas decisivas eleições americanas de novembro, líder tem nome: Donald Trump. 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio 





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