Opinião

Churrasquinho e mandioca


Os brasileiros que foram à avenida Paulista não receberam condução, churrasquinho ou bebidas, como os gatos pingados que estiveram no Instituto Lula


  Por Paulo Saab 14 de Agosto de 2015 às 12:21

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Há coisas importantes a constatar da mobilização deste domingo, notadamente na Avenida Paulista, onde pessoalmente percebi algumas mudanças em dois planos.

O primeiro, na comparação sobre como a população que comparece a este tipo de movimento vê o país, em contraponto a como os ainda partidários de Dilma e do PT enxergam a mesma coisa.

E o segundo, quando se compara o caráter mobilizador de quem está farto dos desmandos petistas e dos que defendem, até com “armas” se preciso, a manutenção permanente do crime de lesa pátria em que se transformou a era Lula/Dilma/PT.

Extravasando seu cansaço com a incompetência e roubalheira implantada pela presença do PT no Poder, aparelhando os demais poderes da República e comprando literalmente o apoio de outros ditos movimentos sociais e parte da sociedade, uma parcela significante dos moradores de São Paulo vai às ruas de forma pacífica, ordeira, alegre, com famílias inteiras, de crianças a idosos, inclusive, muitos em cadeiras de rodas, para protestar.

É algo inédito da história do país e diferente de mobilizações anteriores como a favor das diretas ou contra Collor, justamente, pelo caráter pacifista e indignado, dentro da ordem, de toda uma camada da população.

A outra diferença se nota pelo comparecimento maciço à avenida, onde muitos fazem questão de destacar, e a totalidade dos presentes compareceu por livre e espontânea vontade.

Ninguém pagou, deu lanche, ofereceu churrasquinho ou mandioca (por simbolismo) como no encontro “a favor de Lula”, ocorrido no mesmo dia e hora em frente à sede do Instituto do ex-presidente que tornou o país amaldiçoado pela corrupção, inépcia e vagabundagem.

Diante dos milhares e milhares de brasileiros vestidos de amarelo, verde e azul, na Paulista, cerca de quinhentos vestidos de vermelho, com bandeiras da CUT, enquanto na Paulista a bandeira era a brasileira, bebiam cachaça, cerveja, comiam churrasquinho e defendiam Lula que nem estava presente.
Tudo está relatado nos jornais.

Pouco importa se foram mais ou menos brasileiros para as ruas, em todo o país. Importa isto sim, que este é o melhor resultado de tudo que tem acontecido. Foi estancado o processo de venezuelização do país, de implantação de uma ditadura seguindo os métodos esquerdistas de Gramsci e de tentativa de censuras e imposições.

Ao jogar o governo petista na defesa, a população que foi às ruas e segue vigilante, mesmo não tendo a cobertura que seria a correta, principalmente por parte da Globo e da Folha de S. Paulo, que tentam, sabe-se lá porque (eu imagino..), defender o mal implantado pelo lulismo, do qual Dilma é um ectoplasma vagante.

Essa população estancou a maneira sem obstáculos (anteriormente) com que as instituições e os valores vinham sendo destruídos para a implantação da ditadura (legal?) petista.

Os brasileiros gostam de churrasquinho. Os brasileiros gostam de mandioca, aipim, macaxeira, seja lá qual for o nome do tubérculo.

O que não gostam, é de ignorância, indecência, mentira, desfaçatez, calhordice, roubalheira, arrogância, falta de caráter. E está demonstrando isso tudo sorrindo, em paz, com a única arma de que dispõe contra quem ameaça usar arma de verdade para seguir na trilha do erro, a verdade e a Constituição.

 

Fora Dilma . Deixa eu crescer no meu país. Fora PT.