Opinião

Brasil medíocre (ou o que há com o Brasil?)


  Por Paulo Saab 07 de Novembro de 2017 às 11:22

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Por que, de repente, associado à onda de corrupção devastadora que o PT e seus asseclas impuseram ao país, a mediocridade de valores, de conteúdo e de conceitos de liberdade e maioria, se sobrepõem aos brasileiros?

O que acontece ao Brasil, onde se sabe, com clareza cristalina hoje, que o lulopetismo destruiu o país e, ainda assim, tudo de ruim que veio com ele, em termos de “politicamente correto” e vontade das minorias, tomaram conta da realidade nacional, como se esse fosse o verdadeiro caráter de nossa gente?

Por que, de repente, tudo que é moralmente discutível socialmente questionável e imposições de minorias se tornaram a pauta da discussão nacional, como se todos os brasileiros fossem obrigados a se submeter o que pensam essas minorias?

O que há com a chamada mídia de massa que, a título de atrair a audiência do chamado povão, se transformou num instrumento a serviço da desonestidade, da infração, do crime, glamurizando sua nefasta ação destrutiva do caráter nacional, já meio macunaímesco?

Por que, assim, do nada, junto com o assaques econômico e financeiro que o Brasil sofreu dos petistas e aliados de esquerda, veio a prevalência da mentira, da hipocrisia, da falsidade e somos obrigados a aguentar dia após dia as aleivosias das gleisis e lulas como se fossem, ainda a verdade verdadeira, e pior, como se eles não tivessem sido os responsáveis, posando agora de salvadores da pátria que afundaram?

O que há com as pessoas de bem que deixam, como a maioria que assiste a esse show tragicômico, imputar a Temer e seus aliados, todos farinha do mesmo saco do PT, foram eleitos juntos, responsabilidades das quais são autores e Temer mero irmão-siamês?

O Brasil, com tudo que já passou, tem agora um governo refém de um Congresso desmoralizado, uma Suprema Corte que se tornou corporativista, uma corrupção disseminada em qualquer nicho de poder, uma mídia permissiva e irresponsável na sua missão de informar o certo e educar, e uma população que discorda disso tudo e segue calada.

Temos uma esquerda que segue fazendo barulho e se mostrando –sempre falsamente- como é capaz de melhorar o país, quando só o piora e temos um grau de desvirtuamento tão acentuado, que os maus querem ser bons e assim se apresentam. E vice-versa.

E pretensos candidatos que representam renovação zero nos costumes e mais zero nas necessidades reais do país.

Quem e como está anestesiando os brasileiros?

Cansamos e nos acomodamos diante de tantas barbaridades perpetrada em nome do povo, para mantê-lo escravo dos governantes, poderosos, dominadores?

É possível admitir –embora seja de seara alheia- que um cidadão –se merecer esse título- que fez gato e sapato na direção do clube que treina no caminho de Cumbica (e não é a combalida Lusa) queira voltar a presidir quando tem sobre si acusações do tamanho do estádio construído sabe-se lá com que dinheiro da Odebrecht?

O Brasil está medíocre. Para qualquer lado que se olhe.

TV aberta já não vejo mais.

A Folha de S.Paulo, onde trabalhei quase dez anos, leio com restrições.

As vozes de Lulas, Dilmas, Narizinhos, Gilmares, esquerdistas falaciosos, etc., não consigo mais ouvir.

O que há com o Brasil?

*As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio