Opinião

As carpideiras do PT


Sobrou apenas chorar, reclamar, criar cortinas de fumaça e fingir-se de vítima


  Por Paulo Saab 11 de Novembro de 2015 às 13:57

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Para os jovens é bom explicar. O termo é antigo e a função mais ainda. Remonta à Bíblia. 

Carpideira é uma profissional feminina cuja função consiste em chorar para um defunto alheio. É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares. 

Esta é uma definição encontrada na internet.

Coincidentemente, para o propósito destas linhas, fala em acordo monetário entre partes. Ou não será mera coincidência, porquanto todos os males pelos quais o país passa na era lulopetista advêm de acordos monetários feitos à custa do tesouro público. De forma ilícita, claro.

Revelados os acordos, suas consequências trazem à tona o desastre administrativo, financeiro, moral, das gestões de Lula e Dilma e que submetem, de novo, a população brasileira a fantasmas concretos que haviam sido eliminados antes do PT chegar ao poder, como inflação, desemprego e crises sucessivas.

“Mensalão” e “Petrolão” são apenas dois exemplos de uma avassaladora afronta aos mínimos padrões éticos de comportamento de governantes, políticos e a banda podre dos empresários. Assalto aos cofres públicos de forma despudorada para abastecer caixas de campanha, enriquecer corruptos e viabilizar o projeto de permanência eterna dos petistas no poder.

Tudo pago pelo brasileiro que é achacado nos impostos. Em troca recebe a propaganda oficial, de melhor qualidade, mostrando um país e realizações inexistentes.

Vindo à luz do conhecimento nacional as más práticas do petismo, a necessária humildade de reconhecimento dos erros é substituída pela arrogância dos desprovidos de autocensura, mas amplamente abastecidos de autoindulgência, como os dirigentes do PT, a começar de seu presidente atual, Rui Falcão. Apenas a título de lembrança, seus dois antecessores, José Dirceu e José Genoíno, foram acusados, julgados, condenados e presos por corrupção com dinheiro público, entre outras coisas.

Incapazes de aceitar seus erros, pecados, crimes, escondem-se na velha tática de buscar desqualificar quem os desmascara, acusa, julga, condena, subestimando, como é do caráter típico do lulopetismo, a capacidade de discernir de quem tem no mínimo Tico e Teco de neurônios.

Atacam, mentem, desvirtuam os fatos e tornam-se as carpideiras do PT cujo único som é o da choradeira, como se vítimas fossem. 
São réus.

Pródigos em criar cartilhas que revelam de forma maniqueísta apenas seu lado dos fatos –e sempre descaracterizados em favor das carpideiras- lá vem de novo a cúpula petista choramingando  para falar mal de quem os desmascara perante a opinião pública. E, de roldão, ainda tentar golpes, orquestrações, acusar a mídia, em coisas que eles fizeram de forma sistêmica, na calada da noite e sem arrependimentos, porque muitos seguem fazendo.

Havemos de compreender. Foi o que restou ao petismo de Lula, Dilma, Falcão e tantos outros, muitos condenados, outros ainda não e, inclusive, os possíveis inocentes arrastados pelos dirigentes culpados. Chorar. Sobrou apenas chorar, reclamar, criar cortinas de fumaça e fingir-se de vítima.

Não são nem competentes para sair da crise em que enfiaram o país. Chorando, carpideiras anacrônicas, vão com seu canto de lamento levando junto o país para o túmulo do infortúnio. Morrem acusando os outros pelo que fazem.

A história vai ser severa lá na frente como esse período nefasto que abala o Brasil. Vai exaurir-se, se não terminar antes, carcomido por sua própria podridão.

Chorem carpideiras.
Sofre,Brasil.