Opinião

A nova opção do eleitor


Não é uma opção pela “direita”. É um repúdio à hipocrisia e à mentira das esquerdas, das quais elas ainda sobrevivem


  Por Aristóteles Drummond 12 de Junho de 2019 às 11:27

  | Jornalista


A mídia mundial fica “denunciando” o crescimento das chamadas direitas, também hoje denominadas de populismo. Procura, assim, arregimentar alianças para deter o crescimento das manifestações populares nas urnas.

No entanto, todos sabem que, na verdade, as lideranças ditas de direita nada têm em comum entre si. A única coisa que as une é que são contra as esquerdas, o socialismo, a irresponsabilidade nos gastos públicos e nas restrições ao capital gerador de empregos e recursos aos Estados.

Claro que Bolsonaro tem pouco em comum com Macron, este com Trump, Macri com Piñera ou com Orbán e Netanyahu. Cada um tem sua posição própria.  Mas todos são contra o bolivarianismo, o socialismo, a exploração da ignorância popular com medidas demagógicas e temerárias em termos econômicos.

O italiano Salvini é líder por defender valores que a memória italiana não esqueceu em termos de ordem, segurança e ação social com crescimento empresarial. A Itália vive crise na economia de maneira diferente dos demais membros da UE, pois não hostiliza o capital e protege seu território de uma indesejável invasão silenciosa, cara e perigosa. 

Nenhum povo quer mais o desemprego, a falta de serviços decentes na saúde e na educação. Não se admite a insegurança em sair de casa nem a tolerância com o aumento do consumo de drogas nos jovens diante da inércia dos estados “progressistas”.

E os povos cultos, sem o veneno ideológico, são respeitosos nas divergências quanto à opção sexual, ideológica, religiosa. Apenas não exaltam o comportamento que foge à cultura e à tradição cristã, que vem de séculos e séculos. 

No Brasil, Bolsonaro teve pouco a ver com os seus 58 milhões de votos. A grande maioria dos eleitores deu foi um basta a 16 anos de roubalheira, de aparelhamento do Estado, de mais de quinhentos  mil contratados para não fazerem nada, nos três níveis de gestão pública, e na negação dos valores da família.

Por isso, apesar das imensas dificuldades, da demora em debelar a crise na economia, o brasileiro está satisfeito com o governo e entendendo as dificuldades e suas origens.

Na Argentina, de economia em crise, apesar do desgaste que sofre, o presidente Macri pode se reeleger em outubro, pois o povo não quer ver surgir, no sul do continente, uma nova Venezuela. O que seria inevitável com a volta da situação anterior.

A sociedade, em geral, está reagindo à demagogia, aos privilégios dos eleitos, que favorecem companheiros de partido e familiares, com o dinheiro do povo. Há, pois, um cansaço de tanto pagar impostos e pouco receber em troca.

Não é uma opção pela “direita”. É um repúdio à hipocrisia e à mentira das esquerdas, das quais elas ainda sobrevivem.                                                  

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