Opinião

A importância social do empreendedor


Ninguém pensa em promover reformas na economia, na legislação trabalhista, na maneira de tributar para atrair investidores. Nem em aumentar a produção e gerar empregos


  Por Aristóteles Drummond 13 de Janeiro de 2016 às 13:00

  | Jornalista


No Brasil em que quase tudo tem uma interpretação diferente do resto do mundo, a responsabilidade social é tida apenas como os deveres assistenciais do Estado, da legislação trabalhista e da disposição de empresários em fazer promoções voltadas para os mais carentes.

Um assistencialismo ultrapassado, que tem servido para gerar bons empregos para as classes médias, empregadas em ONGs, que vivem de verbas públicas e que de não governamentais nada possuem. 

As dificuldades por que passam entidades filantrópicas de respeito e tradição, e aqui cito a admirável ABBR, teriam seus problemas resolvidos e os serviços relevantes assegurados, com a simples liberação de verbas que lhes são devidas, inclusive emendas parlamentares, federais, estaduais e municipais. Quem está pagando o preço da crise são os que sofrem. 

Ninguém pensa em promover reformas na economia, na legislação trabalhista, na maneira de tributar para atrair investidores. Nem em aumentar a produção e gerar empregos.

O Brasil é o país da burocracia, dos 60 impostos, da penhora online logo na primeira instância trabalhista e que há 30 anos limita em 500 dólares as compras no exterior.  Precisa acordar para a realidade do mundo que cresce e supera as crises. 

Responsabilidade social para os liberais é desenvolvimento econômico, para que o governo arrecade e cumpra sua missão social, as empresas lucrem e possam fazer doações e financiar programas, que o trabalhador e administradores ganhem bem e em dia para sustentarem o consumo. E contar com uma Polícia prestigiada e não intimidada para o cumprimento de seus deveres.

Não pode haver Justiça Social com recessão, desemprego, com política fiscal que estimula a sonegação, com paternalismo nas relações trabalhistas, com péssima gestão na saúde e na educação. E o país não pode se deixar levar com esta pauta demagógica, política e politiqueira, cheia de preconceitos ultrapassados.

Temos na História bons exemplos, desde o otimismo e o dinamismo de JK, a veemência de Carlos Lacerda, o bom senso de Negrão de Lima, a dignidade na presidência do Senado de  Gilberto Marinho ou Magalhães Pinto. Que eles inspirem os homens que estão aí alimentando essa futricaria improdutiva.