Opinião

A entrevista de Temer


É um alívio verificar que está no comando do país um presidente que pensa maior, sabe o que diz, e mostra transparência em suas colocações


  Por Paulo Saab 22 de Junho de 2016 às 14:19

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Assisti à íntegra da entrevista do presidente em exercício, Michel Temer, à Globo News, no programa de Roberto D Ávila. Fiquei com boa impressão.

Temer está com boas intenções e com os pés no chão. É um alívio ver e ouvir um presidente da República que sabe ligar Tico  e Teco e completar um raciocínio.

É um alívio verificar que está no comando do país um presidente que pensa maior, sabe o que diz, e mostra transparência em suas colocações.

Temer sabe onde está, o que está fazendo, suas dificuldades e o que é preciso ser feito para o Brasil sair do buraco em que o PT, Lula, Dilma et caterva, o enfiaram..

Ficou muito claro que o sistema político eleitoral do país está viciado e que é preciso diferenciar contribuição de campanha vinda de dinheiro limpo e a vinda de dinheiro sujo.

O mundo político se habituou a receber contribuições de empreiteiras e isso alcançou genericamente todos os partidos e candidatos. O advento do dinheiro desviado dos cofres públicos em larga escala criou a sistemática podre que vige no Brasil.

Temer não seria o candidato dos sonhos de muita gente. Como ele disse, pelo destino, a presidência caiu-lhe no colo. E com todas as limitações e vícios que o cercam, inspira sinceridade em querer fazer o melhor.

Antes é preciso que o afastamento definitivo de Dilma se torne concreto. Ele entende que em dois anos e meio, sem ser candidato em 2018, conseguirá por o país no trilho.

Que o PT não atrapalhe o Brasil e o prejudique ainda mais do que já fez. 

Vai ser difícil reorganizar o país tendo petistas sabotando em vez de colaborar. Mas, o mal maior é afastar Dilma e o PTR de vez do comando do país. 

O petismo também será varrido da prefeitura de São Paulo nas urnas em outubro. Será um ano de “tchau querida” e “tchau não querido”.

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