Opinião

400 dias de liberalismo no meio ambiente


Em cada artigo abordarei casos concretos e soluções encontradas na minha gestão, que demonstram que trabalho sério, coerente e focado podem trazer ganhos substanciais para a defesa do meio ambiente


  Por Ricardo Salles 27 de Março de 2018 às 15:28

  | Ex-Secretário do Meio Ambiente e Presidente do Movimento Endireita Brasil


A defesa do meio ambiente e a sua importância para a qualidade de vida das pessoas, hoje e sempre, são consenso em toda a sociedade.

Ninguém discorda que precisamos preservar a disponibilidade e a qualidade da água, lutar pela melhoria constante da qualidade do ar e adotar todas as medidas possíveis para evitar a contaminação do solo e a preservação da biodiversidade.

A grande questão é como fazer tudo isso sem ignorar a presença do ser humano e de suas atividades - por vezes potencialmente poluidoras e degradantes ao meio ambiente - ou ainda, adequar os instrumentos de preservação disponíveis à inevitável limitação orçamentária e estrutural, submetendo essa importante missão à necessária visão liberal, na qual o Estado deve interferir o mínimo possível na vida das pessoas e nas atividades econômicas.

Quando assumi a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, em julho de 2016, fizemos um diagnóstico de como estavam as estruturas, as equipes, os programas e os projetos ambientais em andamento para, ato contínuo, estabelecer prioridades, metas e prazos para dar efetividade à defesa do meio ambiente no Estado de São Paulo.

As primeiras informações e dados coletados foram estarrecedores. Projetos e programas totalmente ineficientes, sem foco, sem metas e imersos em digressões ideológicas que os impediam de entregar, ainda que minimamente, o resultado pretendido. Mais do que isso, encontramos um triste quadro no qual eram desperdiçados recursos financeiros e humanos por absoluta falta de planejamento.

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo é a maior e mais bem estruturada de todo o país, compreendendo a CETESB - agência ambiental encarregada de fiscalizar, analisar e licenciar as atividades potencialmente poluidoras -, a Fundação Florestal - voltada para a gestão das Unidades de Conservação em todo o Estado -, o Instituto Florestal - que administra as unidades de produção de pinus e eucalipto -, o Instituto Geológico, o Instituto Botânico, o Zoológico de São Paulo, Policia Ambiental, o CONSEMA, Conselho Estadual do Meio Ambiente, a coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, dentre outros.

Foram 400 dias de um esforço constante para introduzir a visão liberal, com eficiência, meritocracia, respeito à livre iniciativa e aos empreendedores de todos os setores econômicos, buscando não apenas a racionalidade administrativa mas, também, combater um evidente preconceito contra o setor privado e às atividades produtivas.

Em cada artigo aqui abordarei casos concretos e soluções encontradas na minha gestão, que demonstram que trabalho sério, coerente e focado podem trazer ganhos substanciais para a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento das atividades produtivas, diminuindo o peso do Estado e seu custo para a já sufocada sociedade pagadora de impostos.

FOTO: Iva Castro/Creative Commons

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