Negócios

Volume de vendas de duráveis cai 20% de janeiro e agosto


Apesar da queda sobre igual período de 2015, números apontam para uma recuperação no segundo semestre, de acordo com a GfK


  Por Estadão Conteúdo 13 de Outubro de 2016 às 11:53

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas de bens duráveis no Brasil caíram 20% em número de unidades entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com levantamento realizado pela GfK.

Apesar do resultado negativo, os números apontam para uma recuperação no segundo semestre, de acordo com Gisela Pougy, diretora da GfK.

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Considerando o faturamento do setor, houve queda de 3% entre janeiro e agosto em relação a igual período do ano passado. Os meses de junho, julho e agosto, porém, tiveram os primeiros resultados positivos na comparação anual em faturamento desde janeiro de 2015.

Em junho, a alta foi de 3%. Em julho, de 12% e, em agosto, de 5%.

A única categoria de produto que apresenta crescimento de faturamento este ano até agosto é a de telefonia. Apesar de as vendas em número de unidades terem caído 25% nesse período na comparação anual, o faturamento aumentou 7%, puxado por aumentos de preço.

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Para Gisela, os preços de smartphones subiram no ano em razão do impacto da depreciação do real ante o dólar. Ela avaliou que os preços de smartphones costumam reagir a altas no dólar cerca de cinco meses depois de elas ocorrerem.

Por conta desse atraso no repasse de preços, a expectativa é de que o patamar mais recente de dólar, próximo dos R$ 3,20, reflita numa queda de preços dos smartphones pela frente.

O faturamento do setor de bens duráveis, considerando alguns itens mais vendidos (incluindo TV, smartphone e outros de tecnologia digital) deve recuar 2% este ano e cair novamente 7% em 2017, de acordo com projeções da GfK.

A estimativa considera o impacto esperado de uma queda de preços desses produtos. "Esperamos que o mercado passe por um período de queda natural de preços porque algumas das principais tecnologias estão começando a atingir uma penetração mais alta no mercado brasileiro", afirmou.

A executiva considera que esse é um movimento comum no mercado de itens de tecnologia. Os preços tendem a ser mais altos quando uma tecnologia é nova e depois vão caindo.

Como as TVs de tela plana e os smartphones de tela grande já ganharam muito espaço, essas tecnologias tendem a baratear, o que afeta o faturamento do setor como um todo, disse.

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Foto: Fátima Fernandes

 






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