Negócios

Volatilidade trava negociações com fornecedores, diz Trajano


Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, considera que o câmbio é o único elemento no cenário macroeconômico atual que pode afetar o desempenho do varejo.


  Por Estadão Conteúdo 31 de Agosto de 2018 às 10:30

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Trajano avaliou que o ambiente de instabilidade da moeda brasileira gera incertezas e pode afetar negociações com fornecedores e os preços ao consumidor no quarto trimestre deste ano e em 2019.

O executivo afirmou que a depreciação do real já levou a aumentos de preço de produtos, mas esses reajustes não refletem ainda o impacto total que pode ocorrer caso o dólar se mantenha por vários meses em níveis próximos de R$ 4,20 ou acima disso.

Esse cenário de moeda brasileira depreciada pode refletir nas próximas negociações com fornecedores. Até o momento, segundo ele, o desafio tem sido a instabilidade, algo que "trava" as negociações.

Apesar da preocupação com o câmbio, Trajano avaliou que as vendas em agosto tem ido bem, até mesmo superando as expectativas iniciais da companhia. Para ele, outros elementos do cenário econômico contribuem favoravelmente. "Tivemos uma leve melhora no desemprego e os juros continuam baixos", disse ele.

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Realizar a totalidade das entregas de pedidos do e-commerce em até dois dias é uma ambição do Magazine Luiza no futuro, segundo afirmou Trajano.

Durante participação no Latam Retail Show, evento que reúne empresas de varejo em São Paulo, o executivo afirmou que a companhia tem desenvolvido iniciativas para lidar com os desafios logísticos do Brasil.

"Temos que criar formas de fazer entregas em nível de excelência", comentou Trajano ao ser questionado sobre como fazer a venda online ter uma participação maior no consumo no Brasil.

Trajano afirmou que hoje 20% das entregas na companhia são realizadas em até dois dias. A companhia já havia divulgado que tem uma meta para o ano que vem de chegar a 50% das entregas nesse prazo, objetivo que Trajano reforçou. "No futuro, o desejo é ter quase 100% e a tentativa é chegar no mercado brasileiro inteiro", comentou.