Negócios

Vendas para o Dia das Mães têm maior queda desde 2003


Recuo foi de 8,4% na semana da data comemorativa, o pior desempenho medido pela Serasa Experian


  Por Agência Brasil 09 de Maio de 2016 às 15:46

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


As vendas da semana do Dia das Mães (2 a 8 de maio) caíram 8,4% com relação ao ano passado e tiveram o pior desempenho desde o início da série do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, em 2003.

De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (09/05), o recuo nas vendas foi de 9,5% em todo o país na comparação com o mesmo fim de semana da data comemorativa em 2015 (de 6 a 8 de maio).

Somente na cidade de São Paulo, as vendas na semana do Dia das Mães caíram 8,2% ante a mesma semana do ano passado. Se considerado apenas o fim de semana da data (dias 07 e 08 de maio), as vendas tiveram um tombo ainda maior: de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda do poder de compra dos brasileiros, tendo em vista a escalada do desemprego, e a inflação ainda em patamar elevado, afetaram negativamente o movimento varejista do Dia das Mães deste ano. Além disso, eles destacam o crédito mais caro e escasso.

BOA VISTA SCPC

Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, mostram que em 2016 as vendas do comércio para o Dia das Mães recuaram 4,6% em relação a 2015.

Segunda data comemorativa mais importante do ano, o Dia das Mães não trouxe boas notícias aos varejistas, uma vez que apresentou um recuo das vendas ainda maior do que a queda de 1,2% registrada no ano passado.

Com base na queda de 4,6% das vendas reais calculado pela Boa Vista SCPC, a FecomercioSP estimou que o faturamento total no varejo deve ter sido 12% menor do que em 2015 (descontada a inflação), ou de cerca de R$ 5,1 bilhões a menos do que no mesmo período do ano passado.

Segundo a Boa Vista e a FecomercioSP, o movimento do Dia das Mães segue a tendência de queda das vendas do varejo e aponta para mais um ano negativo para o comércio decorrente da inflação ainda elevada, dos juros altos, do forte aumento do desemprego e da disposição cada vez menor das famílias de contrair novas dívidas diante de um cenário ainda incerto.

FOTO: Thinkstock

Atualizado às 20h50






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