Negócios

Vendas online crescem 17% com a Black Friday


Resultado foi impulsionado pelas compras via smartphones, que responderam por 20% do faturamento total da sexta-feira, segundo a E-bit


  Por Redação DC 28 de Novembro de 2016 às 17:07

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O comércio eletrônico conseguiu faturar 17% mais nesta Black Friday ante igual período de 2015, de acordo com levantamento da E-bit, consultoria especializada em informações do setor. 

Com o crescimento, as lojas online faturaram este ano R$ 1,9 bilhão no período de promoções. O resultado ficou aquém do previsto anteriormente, que era de 30% de alta somente na sexta-feira, com um faturamento de R$ 2,1 bilhões.  

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Somado ao faturamento das quatro horas de quinta-feira, 24, quando as principais redes de e-commerce iniciaram suas promoções, o faturamento foi de R$ 2,06 bilhões. 

O número de pedidos cresceu 4%, para 2,92 milhões, enquanto o tíquete médio foi de R$ 653, 13% maior do que no ano passado. O levantamento leva em conta as compras feitas entre 0h e 23h59 de sexta-feira, 25.

A alta no tíquete médio deve-se principalmente à maior participação de itens de maior valor agregado, como eletrodomésticos e aparelhos de telefonia móvel - os líderes no ranking dos mais pedidos. 

A avaliação da E-bit é de que a crise econômica acabou ajudando a atrair novos consumidores, que antes compravam produtos de maior valor agregado somente no varejo físico. 

M-COMMERCE CRESCE CADA VEZ MAIS

Cerca de 20% das compras online realizadas durante a Black Friday foram feitas por meio de dispositivos móveis (celulares e tablets), de acordo com a E-bit.

O percentual representa R$380 milhões, do R$1,9 bilhão faturado pelo e-commerce na edição de 2016. 

Na comparação com 2015, o percentual mais do que dobrou. No ano passado, cerca de 9% das compras foram feitas foram feitas por celulares e tablets.

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De acordo com o CEO Pedro Guasti, o crescimento do uso dos dispositivos móveis durante a Black Friday para a realização de compras surpreendeu. 

“Para um público cada vez maior, o smartphone é o meio principal de acesso à internet. As principais lojas passaram a oferecer ou aperfeiçoaram seus aplicativos, tornando a utilização cada vez mais inteligente – o que impactou positivamente no crescimento deste público”, afirma.

O monitoramento da E-bit mostra que quem compra pelo celular ou tablet gasta mais: o tíquete médio das compras realizadas utilizando os dispositivos móveis foi de R$759 - cerca de 20% maior do que o tíquete médio via desktop. 

“Grandes lojas apostaram no desenvolvimento de aplicativos e sites responsivos, alavancando assim a venda de produtos de maior valor agregado como linha branca, celulares e eletrônicos”, completa Guasti. 

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Nos Estados Unidos, berço da Black Friday, o faturamento do e-commerce no dia 25 foi de US$ 3,3 bilhões, segundo dados da Adobe Digital Index. 

De acordo com Pedro Guasti, CEO da E-bit, convertendo o faturamento brasileiro em dólares, chega-se a US$554 milhões – um número seis vezes menor, mas ainda assim muito relevante, já que o mercado norte-americano é 30 vezes maior que o nosso. 

“Isso mostra como a data ganhou em importância nos últimos anos, e já é a mais importante do calendário do e-commerce brasileiro”, afirma.

Imagem: Thinkstock

 





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