Negócios

Vendas no varejo encolhem 4,1% em junho


Apenas quatro dos sete setores pesquisados pela MasterCard tiveram desempenho acima do índice: artigos farmacêuticos, material de construção, supermercados e vestuários


  Por Estadão Conteúdo 01 de Agosto de 2016 às 13:01

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram queda de 4,1% em junho em relação ao mesmo mês de 2015, de acordo com o relatório MasterCard SpendingPulse. A queda média dos últimos três meses foi de 4,5%, uma melhora em relação à média do primeiro trimestre do ano (-5,3%).

Dos sete setores considerados na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 1,, quatro tiveram desempenho acima do índice cheio em junho: artigos farmacêuticos, material de construção, supermercados e vestuários.

Por outro lado, os segmentos de móveis/eletrodomésticos, artigos de uso pessoal e doméstico e combustíveis ficaram abaixo da média geral. O e-commerce subiu 1,7% em julho ante o mesmo mês do ano passado.

"O ambiente econômico permanece desafiador, com o aumento do desemprego e fraco crescimento da massa salarial. A inflação também manteve-se elevada, o que contribui para a erosão do poder de compra dos consumidores. Continuamos a esperar que o varejo brasileiro venha a se deteriorar um pouco mais nos próximos meses, mas talvez em um ritmo mais lento do que antes", afirmou Kamalesh Rao, diretor de pesquisa econômica na MasterCard Advisors.

Embora seja considerada uma das principais datas do comércio brasileiro, o Dia dos Namorados não ajudou muito neste ano. As vendas na semana que antecedem a data caíram 4,1% na comparação com igual período do ano anterior.

O SpendingPulse é um indicador macroeconômico que informa sobre gastos no varejo nacional e o desempenho do consumo. O relatório é baseado nas atividades de vendas na rede de pagamentos MasterCard, juntamente com as estimativas para todas as outras formas de pagamento, incluindo dinheiro e cheque.

O relatório, bem como as previsões de tendências de gastos, não refletem ou se relacionam com o desempenho operacional e financeiro da MasterCard.

FOTO: thinkstock






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