Negócios

Vendas no comércio paulista crescem 2,5% em 2017. É o fim da crise


As maiores taxas de expansão foram observadas em Jundiaí (foto), Ribeirão Preto, Baixa Mogiana e Franca, de acordo com a pesquisa AC Varejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Redação DC 06 de Março de 2018 às 11:12

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O volume de vendas do comércio paulista subiu 2,5% em 2017 em comparação com o ano anterior.

O número é do varejo ampliado, que inclui concessionárias de veículos e lojas de material de construção. Já no restrito (que não computa esses dois ramos), o crescimento foi de 1,8% no Estado. Os dados são da pesquisa ACVarejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Sem dúvida alguma, os resultados de 2017 marcam o fim da crise do varejo no estado e a retomada deverá ser cada vez mais intensa nos próximos meses, em linha com a continuidade dos crescimentos da renda, do emprego e do crédito”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). “Ou seja, neste ano teremos um crescimento muito mais expressivo.”

LEIA MAIS: Na retomada, lojas florescem em bairros paulistanos

Quase todas as atividades econômicas analisadas pela pesquisa apresentaram crescimento do volume comercializado em 2017 sobre 2016, com destaque para lojas de departamento, eletrodomésticos e eletrônicos (14%), lojas de móveis e decorações (10,3%), concessionárias de veículos (8,3%), autopeças e acessórios (7,2%), supermercados (3,8%), farmácias e perfumarias (0,7%) e lojas de material de construção (0,7%).

Por outro lado, os segmentos outros tipos de comércio varejista e lojas de vestuário, tecidos e calçados registraram contrações de 5% e 1,3%, respectivamente no ano passado. O primeiro foi fortemente impactado pelas retrações de vendas de combustíveis, que sofreram reajustes de preços.

POR REGIÃO

Em 2017, o comércio cresceu em quase a totalidade das regiões paulistas. As maiores taxas de expansão foram observadas nas seguintes regiões: Jundiaí (7,1%); Ribeirão Preto, Baixa Mogiana e Franca (6,1%), Sorocaba e Vale do Paranapanema (6%) e Vale do Paraíba (5,9%).

As únicas regiões que caíram foram Presidente Prudente (-0,5%) e Metropolitana Oeste/Osasco (-1%).

A pesquisa ACVarejo é elaborada mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, com informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. São avaliadas nove atividades econômicas e 20 regiões paulistas.

IMAGEM: Divulgação