Negócios

Vendas do varejo paulistano crescem 14,9% na primeira metade de maio


Números da Associação Comercial de São Paulo mostram o impacto das medidas de isolamento nas vendas do setor


  Por Redação DC 19 de Maio de 2021 às 20:18

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As vendas do varejo da capital paulista registraram alta de 14,9% na primeira quinzena de maio, na comparação com igual período de abril, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O resultado é uma média das vendas a prazo, que avançaram 14,6%, e aquelas feitas à vista, com alta de 15,2%.

O dado, embora ainda não contemple o mês inteiro, reflete situações bem distintas vividas pelo varejo. Na primeira metade de abril o estado estava sob a chamada fase Emergencial do Plano São Paulo. Todo o comércio considerado não essencial foi obrigado a permanecer fechado.

A flexibilização para as atividades econômicas não essenciais viria apenas em 18 de abril, com a adoção da fase de Transição, na qual o estado se encontra até hoje. Embora a liberdade para os negócios não seja total, os estabelecimentos podem operar das 6h às 21h, com 30% de ocupação.

“O saldo se mostrou bom, mas ainda assim não se pode projetar para o mês. De todo modo, o mês deve fechar com crescimento expressivo sobre abril porque houve também a reabertura do comércio”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

A comparação entre a primeira quinzena de maio de 2021 e a primeira quinzena de maio de 2020 segue a mesma lógica, com crescimento ainda mais expressivo, de 82,7% nas vendas do varejo paulistano.

Em maio do ano passado os governos estaduais já tinham a real dimensão da pandemia e passaram a adotar medidas de isolamento social. São Paulo entrou em quarentena e todo o comércio, exceto supermercados, farmácias e outros considerados essenciais, foi fechado.

Além disso, um ano atrás, as compras pela internet não estavam tão disseminadas entre os consumidores como hoje. Vale lembrar que o e-commerce brasileiro cresceu 41% com a pandemia, segundo dados da Ebit|Nielsen.

Já a comparação entre a primeira quinzena de maio de 2021 e os 15 primeiros dias de maio de 2019, quando a covid-19 ainda não fazia parte do nosso vocabulário, mostra queda de 38,2% nas vendas.

Mesmo podendo funcionar, ainda há restrições de horário e ocupação para o comércio. Além disso, após mais de um ano de pandemia, os estragos na economia foram grandes, reduzindo emprego e renda, o que afeta o poder de compra do consumidor.

 

IMAGEM: DC






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