Negócios

Vendas do varejo paulistano caíram 67% em maio


Apesar da alta sazonal de 5% na comparação com abril, puxada pelas vendas do Dia das Mães, medidas restritivas derrubaram o movimento, segundo o Balanço de Vendas da ACSP


  Por Karina Lignelli 02 de Junho de 2020 às 17:36

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


As medidas restritivas de isolamento social ajudaram a diminuir os níveis de contágio pelo novo coronavírus, mas também ajudaram a derrubar as vendas do varejo não-essencial. 

Em maio, a queda média no movimento do comércio paulistano foi de 67% comparada a igual mês de 2019, de acordo com dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Pelo levantamento, o sistema de vendas a prazo teve queda de 57,5% no período. Já às vendas à vista registraram recuo ainda mais expressivo, de 76,4%.

Na comparação com abril, o resultado foi positivo, com alta média de 5%, sendo 7,6% no movimento de vendas a prazo, e 2,4% no de vendas à vista.  

A alta sazonal, comum à data, foi puxada pelo Dia das Mães, que registrou resultado um pouco melhor que a Páscoa, pois o consumidor optou por comprar presentes em super e hipermercados e pelo e-commerce.

Mas na comparação com maio de 2019, a queda foi brutal, segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP, já que as lojas que tiveram que permanecer fechadas vêm perdendo sucessivamente as datas promocionais. 

"Agora, com o início da flexibilização, elas estão tentando pôr a cabeça para fora para faturar um pouco no Dia dos Namorados", diz. "Mas no ritmo atual, com aumento do desemprego e queda na renda, talvez nem isso."

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços. 

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FOTO: Amanda Perobelli/Reuters