Negócios

Vendas do varejo paulista somam R$ 50,7 bi em julho


Foi a quinta maior receita apurada pelo setor em um mês de julho desde 2008 e é R$ 2,5 bilhões superior ao registrado em 2016, de acordo com a FecomercioSP


  Por Redação DC 16 de Outubro de 2017 às 12:55

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O processo de recuperação das vendas no comércio varejista se mostra cada vez mais consistente.

Em julho, as vendas no varejo paulista cresceram 5,2%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi a quinta maior cifra registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2008.

O comércio varejista faturou R$ 50,7 bilhões no mês, R$ 2,5 bilhões a mais do que o apurado em julho de 2016. Com esses resultados, a taxa acumulada até julho deste ano foi de 3,8%, que, em termos reais, representa um crescimento de R$ 12,6 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Assim como nos meses anteriores, as 16 regiões analisadas pela Federação apontaram crescimento no faturamento na comparação com o mesmo mês de 2016. Os maiores avanços foram observados nas regiões de Taubaté (9,2%), Ribeirão Preto (8%) e Araraquara (também com 8%).

Todas as atividades analisadas também apresentaram crescimento em julho, na comparação com o mesmo mês de 2016.

Os segmentos de concessionárias de veículos (10,4%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (12,3%), e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (14,5%) se destacaram, contribuindo, juntos, com 3,1 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

De acordo com a FecomercioSP, a ampliação do leque de variáveis econômicas positivas obtidas ao longo deste ano, que começou com as quedas nas taxas de juros e de inflação, melhoria na renda agrícola e nas exportações e injeção dos recursos das contas inativas do FGTS, entre outras, permitiu a consolidação desse ciclo de recomposição das vendas varejistas.

Assim como no mês anterior, a queda nos índices de desemprego também foi fundamental para a retomada, pois reforça a confiança no poder de compra dos consumidores e acelera a economia como um todo.

A entidade destaca ainda os últimos resultados apurados pelos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos e de concessionárias de veículos que sinalizam uma tendência de alta na aquisição de bens duráveis, itens dependentes de crédito e, portanto, do comprometimento futuro da renda das famílias, para o qual a melhoria da confiança é fundamental.

EXPECTATIVA 

De acordo com a FecomercioSP, mesmo contando com a imprevisibilidade do atual cenário político, os próximos meses serão de pouca instabilidade.

Por outro lado, a entidade sinaliza que as condições presentes são bem menos adversas, em termos de confiança e mesmo de resultados econômicos, do que aquelas vigentes há um ano.

Embora os fatores de turbulência do quadro político sejam sempre imprevisíveis, o comportamento atual de variáveis econômicas determinantes do consumo até o momento não mostrou mudanças.

Para a Federação, além da permanência em trajetória de queda da inflação e dos juros, da estabilidade cambial e dos mercados, dos resultados positivos na balança comercial, além da divulgação da recuperação na arrecadação federal e de bom desempenho do PIB trimestral, a melhoria no nível do emprego já é uma realidade.

Com isso, e considerando o resultado consolidado de julho das vendas, as projeções continuam apontando para um crescimento anual ao redor de 5% em 2017, no faturamento real do varejo paulista.

CAPITAL PAULISTA 

O faturamento real do varejo em julho na capital paulista cresceu 5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Considerando a série histórica a partir de 2008, foi o quarto maior resultado do varejo paulistano para um mês de julho, com uma receita de R$ 15,8 bilhões, R$ 744,7 milhões a mais do que a registrada em julho de 2016.

Com o resultado, a taxa acumulada no ano foi de 4,8%, que em termos de valores atuais representa um incremento de R$ 5 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado.

Todas as nove atividades registraram crescimento no mês de julho no comparativo com 2016 com destaque para concessionárias de veículos (7,2%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (11,3%), e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (15,1%), que, juntas, contribuíram com 3,1 p.p. para o resultado geral.

Para a FecomercioSP, a trajetória positiva nos indicadores econômicos mostra estimativas otimistas para o crescimento do varejo na capital.

A FecomercioSP aponta que o faturamento real anual do comércio paulistano tende a crescer cerca de 6% em 2017, estimativas que mensalmente são revistas com a inserção dos novos dados consolidados de vendas e considerando os fatos atuais que marcam os cenários político e econômico.

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