Negócios

Vendas do varejo de material de construção crescem 3% em janeiro


Entre as categorias pesquisadas, telhas e cimentos tiveram desempenho estável e tintas foi a que apresentou a maior queda, seguida por revestimentos cerâmicos, de acordo com Anamaco


  Por Estadão Conteúdo 01 de Fevereiro de 2018 às 16:30

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As vendas do varejo de materiais de construção subiram 3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2017. Frente a dezembro, o setor registrou queda de 9%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

De acordo com o estudo, entre as categorias pesquisadas, tintas foi a que apresentou a maior queda em relação a dezembro (-30%), seguida por revestimentos cerâmicos (-9%). Já telhas de fibrocimento e cimentos tiveram desempenho estável no período.

"Tradicionalmente, janeiro é um mês bastante difícil para o nosso setor. Além de ser um período de chuvas, que não favorece a realização de obras, ainda é época de férias escolares. Fora isso, com o início do ano chegam os impostos e muita gente que viajou em dezembro e janeiro acaba reduzindo os gastos no início do ano para compensar", diz Cláudio Conz, presidente da Anamaco, em nota. 

Pelo levantamento da Anamaco, todas as regiões do país apresentaram variações negativas em janeiro, na comparação com dezembro. No Nordeste as vendas caíram 16%, já no Sudeste 9%. No Centro-Oeste a retração foi de 6%, no Sul 4% e no Norte 3%.

EXPECTATIVAS 

Para fevereiro, os lojistas estão divididos quanto às suas expectativas: 30% acham que as vendas vão cair e 32%, que vão crescer.

Ainda assim, a pesquisa da Anamaco indicou que predomina o otimismo do setor com relação às ações do governo nos próximos 12 meses (41%). Já a pretensão de realizar investimentos no mesmo período ficou estável no período, e aumentou a intenção de contratar funcionários na comparação com o primeiro mês do ano (de 12% para 16%).

Neste ano, a Anamaco espera que o setor cresça 8,5% sobre 2017, quando teve um faturamento de R$ 114,5 bilhões. Entre as razões para tal desempenho, a entidade aponta a redução das taxas de juros, da inflação e o aumento do emprego.