Negócios

Vendas do Dia das Crianças devem cair 5%


Expectativa é inferior às quedas mensais registradas pelos Balanços de Vendas da ACSP em 2016, de uma forma geral


  Por Redação DC 05 de Outubro de 2016 às 10:58

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Os reflexos da recessão econômica no movimento do comércio em outras datas comemorativas deste ano não devem ser diferentes no Dia das Crianças.

A expectativa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) para as vendas do Dia das Crianças neste ano, na capital paulista, é de um recuo de aproximadamente 5% na comparação com 2015. 

“A situação da economia continua muito difícil, com o desemprego em alta e a renda do consumidor comprimida. Mas esse desempenho, se confirmado, evidenciará que as vendas estão caindo menos", diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

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"Ou seja, é uma melhora para o varejo, embora o resultado ainda não fique no campo positivo”,

O presidente da entidade destaca que a contração de 5% é inferior às quedas mensais registradas pelos Balanços de Vendas da ACSP em 2016, de uma forma geral. 

De acordo com Burti, devem predominar os brinquedos, roupas e calçados, mas haverá avanço dos produtos eletrônicos. Aassim como em outras datas comemorativas, as lojas estão liquidando os estoques.

"E são promoções maiores do que nos anos anteriores, já que está mais difícil vender, diante da conjuntura”, finaliza Burti.  

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PREÇOS

A inflação para o Dia das Crianças ficou abaixo da média dos últimos 12 meses, compreendidos entre outubro de 2015 e setembro deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (IPC-FGV), que acumulou elevação de 8,10%.

A variação registrada na cesta de produtos e serviços mais procurados para a data chegou a 7,19%.

Apesar disso, o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre),  informou que foram encontrados “vilões” no lazer, cinemas, show e teatro, que registraram aumento de 13,56%.

No item presentes, a bicicleta subiu13,26%, enquanto no de alimentação fora de casa a maior variação (13,37%) foi encontrada nos sorvetes.

Braz afirmou que, “mesmo que este ano os preços tenham subido menos, temos uma taxa de desemprego muito alta e está difícil para as famílias coordenarem gastos extras. O básico agora é o que priorizamos”. Por isso, toda a parte de lazer tem demanda reduzida para enfrentar o desânimo do mercado de trabalho.

CRIATIVIDADE

O economista acrescentou que o Dia das Crianças não pode ser esquecido. “Temos de usar a criatividade”. Outra opção é partir para escolha de produtos mais baratos, como vestuário infantil, que mostra variação de 4,11% no período.

André Braz disse ainda que, embora brinquedo esteja muito caro, “sempre há uma conversa” com a criança, prometendo que um melhor será dado mais adiante.

“A criança sente mais falta do afago dos pais. Se você puder sair com seu filho, brincar com ele, é melhor do que abrir um presente que em uma semana estará empilhado com outros que ele ganhou nos últimos tempos”.

De acordo com a pesquisa da FGV, as despesas com lazer para o Dia da Criança subiram 7,38% e as com presentes tiveram crescimento de 7,51%. 

*Com informações da Agência Brasil

*FOTO: Thinkstock





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