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Vendas de Natal podem ter o melhor crescimento desde 2010


Estimativa da ACSP indica que as vendas podem crescer 4,5%, devido ao aumento do fluxo de pessoas nas lojas de rua, alta do emprego, queda das taxas de juros e a liberação da parcela extra do FGTS


  Por Estadão Conteúdo 17 de Dezembro de 2019 às 10:48

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas de Natal do comércio paulistano podem crescer 4,5% em média ante igual mês de 2018. A nova estimativa é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que antes havia divulgado projeção de 3%.

“Reavaliamos a estimativa das vendas, pois o aumento do fluxo de pessoas nas lojas de rua, principalmente, surpreendeu de forma favorável. Esse pode ter sido resultado de quatro fatores: alta do emprego, ainda que a maioria informal; nova rodada da queda das taxas de juros; liberação da parcela extra do saque do FGTS e do otimismo do consumidor com relação ao futuro da situação financeira”, diz o economista da ACSP, Marcel Solimeo.

A projeção da Boa Vista segue na mesma linha, com expectativa de crescimento de 4,5%, quando comparada ao mesmo período de 2018. Caso confirmada, a estimativa mostrará a maior variação desde 2010, quando as vendas aumentaram 11,3% em relação ao ano anterior.

Segundo os economistas da Boa Vista, a expectativa de crescimento é justificada, entre outros fatores, pelas condições favoráveis do mercado de crédito.

"Diante de uma inadimplência controlada, os bancos vêm se mostrando cada vez mais dispostos a aumentar a oferta de empréstimos. Já por parte dos consumidores, as taxas de juros menores e a melhora da confiança nos últimos meses têm elevado a demanda por crédito", escreveram em nota.

Por outro lado, apesar da melhora, o alto nível de desemprego e o fraco crescimento da renda impedem um crescimento ainda mais expressivo das vendas, pontuam.

Os economistas da Boa Vista ponderam ainda que a projeção de crescimento menor do que o registrado na Black Friday, quando as vendas apresentaram alta de 6,4%, não sugere enfraquecimento do movimento do comércio. Eles ressaltam que o Natal é uma data já consolidada no varejo, enquanto a Black Friday vem ganhando relevância ano após ano.