Negócios

Vendas crescem 1,3% na primeira quinzena de agosto


Período que reflete compras para o Dia dos Pais apresentou presentes de menor valor, de acordo com a ACSP. Já as mudanças no clima favoreceram a venda de itens de menor valor para a estação


  Por Mariana Missiaggia 16 de Agosto de 2019 às 18:32

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


Em geral, a primeira quinzena de agosto carrega uma expectativa positiva para o comércio por agregar os números das vendas de Dia dos Pais.

O Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo, divulgado nesta sexta-feira (16/8), traz uma alta de 1,3% na primeira quinzena do mês, mas ainda longe de um resultado a ser comemorado.

Com o mesmo número de dias no mesmo período de 2018 (13 dias), houve uma leve alta de 0,6% no Indicador do Movimento de Comércio a Prazo (IMC), que basicamente contabiliza vendas de móveis e eletrodomésticos.

Com uma variação bem baixa, a percepção de Emílio Alfieri, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, é de que a variação climática pode ter levado alguns consumidores a comprar itens específicos, como, por exemplo, aquecedores.

Por outro lado, o Indicador do Movimento de Cheques (ICH), que constata as vendas à vista na cidade de São Paulo, sinaliza um crescimento de 2% ainda impulsionado pelas baixas temperaturas dos primeiros dias do mês. Segundo Alfieri, agasalhos, cobertores e artigos de inverno sustentaram um volume de vendas positivo.

Numa comparação mensal, com a primeira quinzena de julho deste ano, as vendas no IMC registraram uma forte queda de – 8,3%. Enquanto as vendas de menor valor, captadas pelo ICH cresceram 3,5%, dentro das expectativas da entidade.

O economista explica que essa alta em relação a julho é um reflexo das vendas de Dia dos Pais, que este ano, ficou marcada como uma data de presentes pessoais de menor valor, como, cintos, carteiras e meias.

“As vendas continuam em ritmo lento. Esperava-se um crescimento médio de até 2%, mas não se concretizou”, diz.

Alfieri recorda que em 2018, houve uma alta de 3,1% nos dados anuais do Dia dos Pais (contra 1,3% deste ano). Na opinião do economista, essa desaceleração poderia ter sido contornada com a liberação dos saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em caráter emergencial. No entanto, de acordo com o calendário divulgado pelo governo, a liberação escalonada só começará em setembro.

Longe de ser otimista, mas com uma perspectiva alentadora, Alfieri acredita que o saque pode trazer surpresas positivas para o Balanço de Vendas do próximo mês, embora seja não haja datas comerciais. 

“É uma expectativa para não desanimar totalmente os lojistas, justamente por se tratar de um mês considerado fraco”.
O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.