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Varejo tem tudo para crescer em 2018


O desempenho do setor, porém, vai depender da manutenção das quedas na taxa de juros, afirmam os economistas da Associação Comercial de SP


  Por Instituto Gastão Vidigal 09 de Janeiro de 2018 às 17:06

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) relativos a novembro, divulgados pelo IBGE, mostram que a recuperação do varejo vem se consolidando, e aponta para uma tendência de crescimento mais expressivo das vendas em 2018.

Para os economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o resultado da pesquisa do IBGE permite projetar para 2018 um desempenho mais positivo do varejo, embora não suficiente para reverter as perdas dos anos anteriores.

Para tanto, enfatizam, é necessário que os juros se mantenham em patamares compatíveis com a taxa de inflação.

A PMC mostrou que o varejo restrito apresentou expansão de 5,9% em relação a novembro de 2016, superando as previsões do mercado e elevando para 1,1% o aumento acumulado em 12 meses, com taxas positivas em cinco das oito atividades pesquisadas.

Se considerado o varejo ampliado, que inclui também os segmentos de veículos, motos, peças e material de construção, o percentual de crescimento é ainda maior em igual comparação, atingindo a 8,7%.

Veículos, com aumento de 9,2%, e material de construção, com14,9%, puxaram o resultado total do varejo para 2,6% em doze meses.

Os supermercados, segundo os economistas da ACSP, foram beneficiados pela queda significativa dos preços dos alimentos (-2,3%) e pela expansão da massa salarial (4,5%) em novembro, o que resultou no aumento das vendas de 5,2%.

Móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 15,6% no mesmo período, tiveram suas vendas alavancadas pela redução dos juros, ampliação dos prazos e queda da inadimplência, além da Black Friday, que potencializou os fatores citados.

Também tiveram resultados positivos os segmentos de vestuário e calçados (9,1%), farmácias e perfumarias (8,0%) e artigos de uso pessoal e doméstico (8,1%).

Porém, equipamentos e materiais de escritório e informática e comunicação registraram retração de 6,8 ?% nas vendas de novembro, possivelmente pela redução dos investimentos das empresas em decorrência da recessão.
Desempenho negativo (-2,3%) também se verificou em livros, jornais, revistas e papelaria, que não apresenta sinais de recuperação no curto prazo.

IMAGEM: Thinkstock