Negócios

Varejo segue tendência de retomada em outubro


O crescimento foi de 4,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A evolução de outubro parece confirmar um ganho de “tração”, que deverá manter-se nos últimos dois meses, segundo economistas da ACSP


  Por Instituto Gastão Vidigal 12 de Dezembro de 2019 às 07:57

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


As vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) mostraram, em outubro, crescimento de 4,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado (ver tabela abaixo), configurando o sexto resultado positivo seguido, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O varejo ampliado (que inclui todos os segmentos) mostrou elevação no volume de vendas de 5,6%, na mesma base de comparação, marcando a oitava alta consecutiva. Também houve aceleração do crescimento do varejo restrito, no acumulado de 12 meses (1,8%), enquanto a alta do ampliado se manteve estável em relação à leitura anterior (3,8%).

Contribuíram para esses resultados não somente o fato do mês contar com um dia útil a mais, como também a expansão de crédito, os juros mais baixos, a recuperação do emprego e da renda, potencializada pela liberação do FGTS. Tudo isso gerou maior confiança do consumidor, aumentando sua disposição a comprar, mesmo com a expectativa da obtenção de descontos no mês seguinte, por conta da “Black Friday”.

Assim, no contraste anual, houve crescimento generalizado das vendas, tanto de itens mais básicos como artigos  farmacêuticos e supermercados, como também móveis e eletrodomésticos, equipamentos e materiais de escritório, veículos, material de construção e outros artigos de uso pessoal.

Em síntese, a evolução do varejo em outubro parece confirmar um ganho de “tração”, que deverá manter-se nos últimos dois meses, impulsionado pelos fatores anteriores, além das promoções da “Black Friday” e das compras de Natal. A continuidade da maior disponibilidade de crédito, conjuntamente com a melhora de suas condições e com a recuperação da renda e do emprego auguram perspectivas favoráveis para o próximo ano.