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Varejo paulistano inicia março com alta de 5,1% nas vendas


O resultado, apurado na primeira quinzena do mês, foi puxado pelas vendas a prazo, segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Instituto Gastão Vidigal 16 de Março de 2018 às 17:10

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


O movimento de vendas do varejo da capital paulista subiu, em média, 5,1% na primeira quinzena de março em comparação com o mesmo período do ano passado.

O destaque foram as vendas a prazo, que cresceram 10,1%, enquanto as comercializações à vista permaneceram estáveis (0,1%). Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“A economia e o comércio seguem num ritmo moderado de recuperação. Há muito espaço para crescer por conta da ociosidade da indústria. Esperamos que o Banco Central baixe mais os juros na reunião da semana que vem, para acelerar esse movimento de ascensão”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele afirma que o Balanço de Vendas ficou dentro das expectativas para o período, mas não compensa a perda média da primeira quinzena de março de 2017 (-6,9%).

Itens vendidos a prazo ? como móveis e eletroeletrônicos ? cresceram mais do que os vendidos à vista em função da base fraca de comparação e da melhora da conjuntura macroeconômica, principalmente a queda dos juros, a maior disponibilidade de crédito e o alongamento dos prazos.

MENSAL

Na comparação com a primeira metade de fevereiro, a primeira quinzena de março de 2018 registrou alta média de 8,5% nas vendas.

O sistema à vista teve recuo de 3% nesta comparação mensal, já que, em fevereiro, produtos como roupas, calçados e adereços, pagos principalmente à vista, foram impulsionadas pelo Carnaval.

Na contramão, as vendas a prazo avançaram 19,9% ? em fevereiro, haviam caído diante da baixa demanda de produtos mais caros no período carnavalesco.

O Balanço de Vendas da ACSP é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.

IMAGEM: Thinkstock