Negócios

Varejo paulistano fecha trimestre com queda de 3,8% nas vendas


No mesmo período do ano passado, o tombo havia sido bem maior, de 14,1%. Sinal de que, ainda que lentamente, a crise vai perdendo força


  Por Redação DC 05 de Abril de 2017 às 08:30

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Com a confiança do consumidor em patamar baixo, os números do comércio não deslancham. No primeiro trimestre do ano, as vendas do varejo da cidade de São Paulo acumularam queda de 3,8%, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) 

O resultado, evidentemente, é ruim, mas trás algo alentador. Nessa mesma comparação, mas no ano passado, o tombo havia sido bem maior, de 14,1%. Ou seja, ainda que lentamente, a crise vai perdendo a força

“Os dados refletem o andamento do varejo, que registra retrações cada vez menores. O setor está se recuperando. Menos rapidamente do que gostaríamos, mas está se recuperando”, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP.

“Embora seja clara a tendência de estabilização e alta do varejo – em especial por causa dos cortes na taxa de juros –, não significa que deixaremos de ver números negativos no curto prazo”, pondera o economista.

Na comparação entre março deste ano e igual mês de 2016, as vendas a prazo – que costumam ser de maior valor -, cresceram 1,9%. Segundo Alfieri, o fim do sinal analógico em São Paulo pode ter estimulado a compra de televisores, contribuindo para estatística positiva.

Já as vendas à vista, também na comparação entre os meses de março, recuaram 2,5%. Para o economista, roupas e acessórios, que costumam puxar as comercialização à vista, estão paradas nas lojas. “Além da falta de confiança para gastar, o consumidor ainda não teve estímulo do tempo para partir para a coleção outono-inverno”, diz.

LEIA MAIS: Coleção de inverno chega às lojas. Cadê os clientes?

Confrontados com os números de fevereiro, os resultados de março foram bem melhores. As vendas a prazo cresceram 30,9% e as feitas à vista, 12,6%. Mas essa comparação é distorcida pelo efeito calendário, porque março teve quatro dias úteis a mais do que fevereiro.

IMAGEM: Thinkstock






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