Negócios

Varejo paulistano cresce 6,2% na 1ª quinzena de dezembro


Prévia do Balanço de Vendas da ACSP aponta que movimentação sobre novembro teve forte avanço, chegando a 32%, mantendo a expectativa positiva para o mês como um todo


  Por Redação DC 20 de Dezembro de 2021 às 14:28

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O movimento no varejo paulistano cresceu 6,2%, em média, na primeira quinzena de dezembro em comparação a igual período de 2020, segundo dados do Balanço de Vendas elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A prévia do indicador apontou também um forte avanço sobre novembro deste ano de 32%. Já com relação aos mesmos quinze dias de dezembro de 2019, antes da pandemia, a movimentação ficou estável em -0,4%.

“A elevação sobre novembro está dentro da normalidade. Com a retomada das atividades, o desempenho tende a aumentar. Quanto ao aumento sobre o mesmo período do ano passado, deve-se lembrar que o comércio estava sob restrições de funcionamento”, explica Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Segundo ele, a expectativa para o mês se mantém positiva, principalmente pela injeção de recursos do Auxílio Brasil, e de parte do 13º salário. “Nós estimamos que chegaremos aos 2% sobre 2019, o que significa recuperação do patamar das vendas, e cerca de 10% sobre o ano passado nos próximos meses”.

AUMENTAM AS TRANSAÇÕES SEM DINHEIRO EM ESPÉCIE  

Uma pesquisa da FIS, empresa global de tecnologia para o mercado financeiro, apresentada recentemente à equipe técnica do Conselho do Varejo (CDV), da ACSP, mostra uma mudança de comportamento do consumidor acelerada pela pandemia. Atualmente, 47% dos brasileiros afirmam ter reduzido a utilização do dinheiro em espécie. 

De acordo com o levantamento, em outubro de 2020, 36% das pessoas consultadas relataram que diminuíram os pagamentos em dinheiro ou cheques. Em agosto de 2021, esse percentual subiu para 47%.

Entre os períodos avaliados, a mudança mais significativa nos pagamentos digitais foi a dos pagamentos sem contato (por aproximação), que apresentou crescimento de 12% entre um ano e outro, saindo de 28% para 40%.

Os pagamentos online e via aplicativos móveis também cresceram, mas em ritmo menor, de 46%, em 2020, para 52%, em 2021. Outros 31% dos consumidores brasileiros passaram a usar QR Codes com mais frequência.

Com o avanço da tecnologia para meios de pagamento, a tendência de deixar o dinheiro em espécie de lado para as compras é inevitável, diz Roseli Garcia, vice-presidente da ACSP e coordenadora geral do Conselho do Varejo. 

“Mas a pandemia acelerou o processo pois, além de as pessoas se tornarem mais 'tecnológicas' com naturalidade, também passaram a evitar o contato com notas e moedas e uma possível transmissão do coronavírus.” 

O relatório "Pace Pulse 2021" ouviu cerca de 2.000 adultos brasileiros entre 18 e 74 anos de idade. Houve um comparativo de comportamento do consumidor brasileiro entre outubro de 2020 e agosto de 2021.

FOTO: Lauro Pimenta/Alobrás     Arte: Will Chaussê






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