Negócios

Varejo paulista atingiu em agosto maior alta do ano


Entre 20 regiões analisadas pela pesquisa ACVarejo, a de Jundiaí (foto) é que mais tem se destacado positivamente no Estado, com alta de 5,2% no acumulado até agosto


  Por Redação DC 01 de Novembro de 2017 às 10:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O volume de vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo cresceu 2,1% em agosto sobre o mesmo mês do ano passado. Trata-se da maior alta registrada pelo setor em 2017.

É o que informa a pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de SP (ACSP), elaborada com informações oficiais da Secretaria da Fazenda, e refere-se ao varejo ampliado.

Já no varejo restrito – que não inclui concessionárias de veículos e lojas de materiais de construção – houve queda de 0,1%, também o melhor desempenho do ano.

Esses números, apesar de influenciados pela base de comparação fraca de 2016, principalmente nas categorias mais dependentes de crédito, sugerem fortemente que a recuperação do varejo paulista tem ganhado cada vez mais tração devido à redução dos juros, ao aumento dos prazos de financiamento, à recomposição do poder de compra das famílias, à queda da inflação e à maior geração de empregos.

“A liberação de recursos inativos do FGTS durante alguns meses do ano certamente é um fator que deve ser levado em consideração”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

No acumulado de janeiro a agosto, o varejo paulista já apresenta crescimento de 2,6% no segmento ampliado e de 1,9% no restrito.

Entre os ramos de atividades, as lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos foram as que mais cresceram: 15,7% nos sete primeiros meses do ano. Outros segmentos dependentes de crédito, como móveis e decoração (7,9%) e concessionárias de veículos (8%) também registram aumento.  

As únicas quedas ocorreram nas áreas de vestuários, tecidos e calçados (-1,5%) e outros tipos de comércio varejista (-2,2%) – setor que inclui, por exemplo, combustíveis, lubrificantes, livros, jornais, revistas, papelaria, artigos recreativos e esportivos, joias e relógios.

Por região

De todas as 20 regiões analisadas pela pesquisa, a de Jundiaí é que mais tem se destacado positivamente no Estado, com alta de 5,2% no acumulado de janeiro a agosto frente igual período de 2016. Em seguida, vêm as regiões de Sorocaba e Vale do Paranapanema (ambas com elevação de 4,5%) e as de Ribeirão Preto, Baixa Mogiana e Franca (3,8%).

No lado negativo, chama atenção a retração de 4,3% da região Metropolitana do Alto do Tietê e de 3,8% da Metropolitana Oeste.

A pesquisa

A pesquisa ACVarejo é elaborada mensalmente pelo Instituto de Economia da ACSP com informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Os dados se referem ao varejo ampliado e incluem nove atividades: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos; lojas de material de construção; lojas de móveis e decorações; lojas de vestuários, tecidos e calçados; outros tipos de comércio varejista; supermercados.

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