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Varejo fechou 2018 com alta de 5% nas vendas


Levantamento do IBGE se refere ao varejo amplo, que inclui as atividades de material de construção e de veículos; varejo restrito cresceu 2,3%


  Por Estadão Conteúdo 13 de Fevereiro de 2019 às 09:36

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas do comércio varejista caíram 2,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta quarta-feira (13/02), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
O resultado veio abaixo do piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,7% a avanço de 1,2%, com mediana negativa de 0,1%. 

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Na comparação com dezembro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,6% em dezembro de 2018.
 
“Foi um resultado muito fraco, mas que reflete o sucesso da Black Friday, que tem mudado o comportamento do consumidor, estimulando-o a antecipar compras", afirma Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "Cada vez mais novembro se consolida como um dos meses mais fortes para o setor.”

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,3% no ano passado, perto do piso das previsões (alta de 2,1% a 3,0%, com mediana positiva de 2,6%).
 
“A boa notícia é que o comércio cresceu pelo segundo ano consecutivo, após dois anos de quedas. A má notícia é que as retrações foram muito maiores do que as altas que vieram depois, fazendo com que o setor ainda tenha um longo caminho pela frente até retornar ao patamar pré-crise”, diz Burti.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 1,7% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal.
 
A receita nominal cresceu 4,8% no ano passado. Apesar disso, de novembro para dezembro, o setor teve quedas de 2,2% no volume e de 3,4% na receita nominal. Na comparação com dezembro de 2017, as altas foram de 0,6% no volume e de 3,9% na receita.
 
Apenas três das oito atividades do varejo encerraram o ano de 2018 com crescimento no volume de vendas, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os destaques positivos foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%).

Já o setor de Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação ficou praticamente estável, com ligeira alta de 0,1%.

Na direção oposta, houve perdas em Combustíveis e lubrificantes (-5,0%), o maior impacto negativo para a queda no varejo no ano, seguido por Tecidos, vestuário e calçados (-1,6%), Móveis e eletrodomésticos (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%). 

A atividade de Veículos, motos, partes e peças cresceu 15,1%, o melhor desempenho em 11 anos, enquanto Material de construção subiu 3,5%.

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O resultado veio no piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 1,7% a alta de 1,6%, com mediana negativa de 0,8%. 

Na comparação com dezembro de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 1,8% em dezembro de 2018. Nesse confronto, também coincidiu com o piso das projeções, que variavam desde um aumento de 1,8% a 7,6%, com mediana positiva de 4,0%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5% no ano passado, ficando abaixo da mediana das estimativas (calculada em 5,2%, com base num intervalo de 4,10% a 5,60%).

BLACK FRIDAY

Cinco entre as oito atividades do varejo registraram perdas nas vendas em dezembro ante novembro de 2018, de acordo com o IBGE.

A queda de 2,2% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de novembro para dezembro foi provocada por uma antecipação de compras no mês anterior, motivada pelos descontos da Black Friday, praticados ao fim do mês de novembro, diz Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

Os recuos que mais influenciaram o resultado de dezembro foram os que tiveram crescimentos expressivos na leitura anterior, puxados pelas liquidações da Black Friday: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,1%), Móveis e eletrodomésticos (-5,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (-3,7%).

O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação encolheu 5,5% em dezembro ante novembro, a quarta taxa negativa consecutiva, enquanto as vendas dos Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo diminuíram 0,3%, após acumular uma alta de 2,0% nos dois meses anteriores.

Por outro lado, houve avanços nas vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria (5,7%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).

No comércio varejista ampliado - que inclui as atividades de veículos e material de construção -, as vendas caíram 1,7% em relação a novembro. O volume vendido por Veículos, motos, partes e peças recuou 2,0%. O segmento de Material de construção encolheu 0,4%.

*Com Agência Brasil