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Varejo da capital paulista se mantém em ritmo de recuperação


Com a ajuda da Black Friday, que foi incorporada pelas lojas físicas, as vendas do varejo paulistano cresceram 5,2% em novembro


  Por Redação DC 01 de Dezembro de 2017 às 17:33

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O movimento de vendas do varejo na capital paulista registrou aumento médio de 5,2% em novembro, na comparação com igual mês do ano passado, de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo Alencar Burti, presidente da ACSP, o resultado reforça a recuperação do setor e indica, também, que a Black Friday se consolidou no varejo físico.

“O crescimento ficou dentro das expectativas. E é uma prova de como a Black Friday veio preencher a lacuna que existia em novembro, um mês mais curto por causa dos feriados e que estava preso entre dois meses bons para os lojistas”, diz Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Antes da Black Friday, novembro era um dos “patinhos feios” do comércio, vindo depois do Dia das Crianças e antes do Natal. Agora, com a nova data comercial, o mês torna-se um dos mais rentáveis do calendário varejista.

“Antes você tinha um gráfico de picos e vales. Agora temos uma escadinha, o que é até melhor para o comerciante. A Black Friday hoje já é mais importante do que Dia dos Pais e Dia das Crianças no varejo físico”, comenta Burti, lembrando, porém, que a data retira vendas do Natal.

Em novembro, o comércio paulistano registrou altas de 7,1% nas vendas a prazo e de 3,2% nas vendas à vista.

O desempenho melhor das compras a prazo deve-se não apenas à Black Friday, mas sobretudo a fatores macroeconômicos, como queda dos juros, alongamento dos prazos de financiamento, crescimento da massa salarial, e também a fatores circunstanciais, como o encerramento do sinal analógico e aproximação da Copa do Mundo, o que tem elevado a comercialização de TVs. 

ACUMULADO

De janeiro a novembro, o comércio paulistano acumula avanço médio de 0,7% frente ao mesmo período de 2016. A expectativa da ACSP é de que o setor feche o ano de 2017 com alta de aproximadamente 1,5%.

VARIAÇÃO MENSAL

Em relação a outubro, novembro contou com um dia útil a menos e registrou crescimento médio de 5,9% no movimento de vendas, sendo 1,7% a prazo e 10,1% à vista.

Nessa variação mensal, a alta maior nas vendas à vista pode ser explicada também pela Black Friday, que contagiou o varejo físico como um todo, não apenas em categorias de maior valor. “Lojas pequenas, de vestuário, bijuteria, artigo de praia e outros segmentos entraram na campanha promocional da Black Friday”, diz Burti.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.

IMAGEM: Thinkstock