Negócios

Uma Starbucks com a experiência de uma Amazon Go


Cafeteria está se inspirando na abordagem tecnológica da varejista para operar lojas físicas sem nenhum atendente. A Amazon ganha a oportunidade de aprender sobre operações eficientes de alimentos e bebidas


  Por Mariana Missiaggia 08 de Dezembro de 2021 às 16:50

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


Embora ainda seja minoria, ver uma loja sem caixa e sem funcionários, totalmente automatizada, não é nenhuma novidade exatamente. Entretanto, uma nova loja aberta em Nova York tenta aperfeiçoar ainda mais esse modelo. 

Localizada na 59th Street, a novidade uniu duas gigantes varejistas - Starbucks e Amazon - num formato colaborativo de loja de conveniência. Todo o design da loja se assemelha ao das lojas tradicionais da cafeteria, que realiza os atendimentos no balcão. Com acabamentos e móveis de madeira, bancadas de pedra natural e a cor verde nos detalhes de textura e azulejos, a decoração da loja é feita para parecer um Starbucks.

Com a parceria, a cafeteria está se inspirando nas facilidades da abordagem tecnológica da varejista para operar lojas físicas sem nenhum atendente e com oferta de opções imediatas, sem interferências junto aos clientes. Já a Amazon ganha a oportunidade de aprender sobre operações hipereficientes de alimentos e bebidas.

Tecnicamente, o empreendimento é categorizado como um loja pick-up, em que os pedidos são feitos, preferencialmente, pelo celular. Mas existe ainda a possibilidade de o cliente ir até o balcão, fazer um pedido e pagar com dinheiro ou cartão de crédito. Ao pagar e pegar seu café, o cliente sair da loja sem nenhum tipo de contato humano.

Para deixar a loja, o cliente passa por um portão de vidro, e a partir dali surgem as primeiras experiências de uma Amazon Go Store. Escaneando o aplicativo da Amazon no celular ou usando um cartão de crédito, o cliente chega a um espaço cheio de sanduíches, bebidas e outros lanches estocados pela Amazon com alguns itens da Starbucks.

Todo baseado em Inteligencia Artificial, o sistema de compras da Amazon mantém o controle sobre a loja com câmeras e outros sensores, permitindo que os consumidores tirem qualquer coisa da prateleira sem ter que verificar formalmente. Nessa segunda parte da loja, logo atrás desse portão, fica também a área de estar da Starbucks, com espaço para tomar a bebida escolhida ou sentar-se em uma mesa individual com cabo para conectar o notebook e trabalhar - o tipo de ambiente bem usado pela Starbucks há décadas.

A ideia, segundo Katie Young, vice-presidente sênior de crescimento e desenvolvimento global da Starbucks, é recriar um terceiro ambiente ou o mesmo que um espaço intermediário entre a casa e o escritório, onde se pode trabalhar, conhecer pessoas ou simplesmente passar um tempo.

Durante coletiva para imprensa norte-americana, Young diz acreditar nessa colaboração da Amazon com a Starbucks para fazer o cliente se sentir em casa - enquanto ele estiver tomando um café e sentir fome, pode simplesmente se levantar, ir até a loja Go e pegar o que quiser, como se estivesse diante de sua despensa pessoal, especialmente, porque não terá filas para enfrentar até o balcão.

Muitas vezes com pressa, as pessoas têm pouco tempo para gastar e podem permanecer dentro da loja durante o tempo que puderem, sem depender de um atendimento lento ou de um cliente indeciso a sua frente.

De acordo com a executiva, a Starbucks fez um trabalho de pesquisa considerável com o público consumidor para abrir esse novo formato de loja. A empresa planeja abrir pelo menos mais duas na área da cidade de Nova York antes do final de 2022.

Entre as empresas do segmento de alimentos e bebidas, a Starbucks foi pioneira com seu aplicativo e programa de fidelidade. Com poucos toques, a Starbucks permite que você peça novamente suas bebidas preferidas e personalize os itens do pedido — um tipo de experiência muito incentivada por meio de ofertas especiais no app.

 







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