Negócios

Uma empresa norte-americana para chamar de sua


Empreendedores participam de evento da ACSP para esclarecer dúvidas sobre a internacionalização de seus negócios


  Por Wladimir Miranda 21 de Junho de 2016 às 18:37

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


Em busca de novas oportunidades e interessados em adquirir conhecimentos sobre o atual estágio do mercado para vender seus produtos no exterior, de preferência nos Estados Unidos, jovens empreendedores lotaram o auditório de eventos da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta terça-feira (21/06).

O evento foi organizado pelo Fórum de Jovens Empreendedores (FJE), idealizado e coordenado por Juliana Caponi e pela coordenadora institucional da ACSP Marília de Castro e teve como palestrantes Gustavo Zevallos e Manuel Mendes, ambos diretores da IXL Center For innovation Excellence & Leadership.

 

MANUEL MENDES, DA IXL: "HÁ OPORTUNIDADES EM OUTROS PAÍSES"

 

William Chan, coordenador do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais, Importadoras e Exportadoras (Ceciex), órgão criado pela ACSP para dar suporte aos seus associados em assuntos relacionados ao comércio exterior, falou da importância da presença dos dois palestrantes e colocou o órgão que dirige à disposição de quem quer entrar no competitivo mercado norte-americano.

“Esta é mais uma oportunidade que a ACSP oferece para o empreendedor aumentar seu horizonte de atuação. A IXL Center é especializada em internacionalização e a inovação."

Segundo Zevallos, no mundo dos negócios, o sucesso obtido no passado não é garantia de êxito futuro. Ele citou como exemplos de empresas que pararam no tempo e pagaram caro pela inércia.

"Vasp, Mesbla, Sharp, Rede Manchete, Mappin, Banco Nacional e outras empresas não se reinventaram e desapareceram", lembrou.

O exemplo oposto, de empresa que está sempre procurando novos caminhos e a inovação, segundo Zevallos, é a Disney. "A empresa é um conglomerado. Explora de canal de televisão a resorts. As palavras de ordem são inovar e internacionalizar a marca", disse.

Sob os olhares atentos dos jovens empreendedores, Zevallos lembrou a estratégia utilizada pela multinacional inglesa de supermercados Tesco para entrar no mercado da Coréia do Sul.

 

GUSTAVO ZEVALLOS: DISNEY E TESCO SÃO BONS EXEMPLOS

 

Ele conta que a Tesco descobriu que os coreanos tinham o hábito de passar no supermercado para fazer compras após o expediente de trabalho. Então, a empresa desenvolveu um método para que o consumidor pudesse tirar fotos dos produtos que queria adquirir quando ainda estava no metrô.

As fotos dos produtos escolhidos iam direto para o sistema da Tesco. O pagamento era efetuado pelo celular e as compras chegavam na casa do consumidor junto com ele. "O que isto quer dizer? Significa que para entrar em qualquer mercado você tem de ter um diferencial. A estratégia usada pela Tesco na Coréia do Sul também é muito valorizada nos Estados Unidos. Em um mercado extremamente competitivo, o que conta é a inovação”, afirmou.

Mendes identificou um aspecto que está fazendo com que haja cada vez mais interesse na expansão dos negócios em mercados internacionais, notadamente nos Estados Unidos.

“Os brasileiros estão em busca de um futuro melhor e mais seguro para os seus negócios e suas famílias”, diz.

Apesar disso, o diretor não enxerga possibilidades de bons negócios apenas nos Estados Unidos. “As oportunidades estão também em outros países e até no interior de São Paulo. A IXL Center foi contratada para desenvolver um trabalho de aceleração de 30 empresas na Colômbia. O interior de São Paulo também oferece caminhos, ótimas oportunidades de sucesso e garantia de bons negócios”, diz.

As franquias, na avaliação de Mendes, devem ser olhadas com carinho por quem quer investir no exterior.

“As franquias são o melhor modelo de negócio. Se você tiver US$ 150 mil, pode iniciar um negócio rentável. Trata-se de um caminho que pode ser mais tranquilo”.

Quando o empreendedor que tem família quer investir no exterior, a primeira preocupação dele é procurar um local para morar. Segundo Mendes, quem age assim está fazendo a escolha errada.

“A primeira preocupação de quem tem família deve ser procurar a escola para o filho. Em segundo lugar, escolher a melhor localização para o negócio. E em terceiro, procurar a casa para residir”, avisa.

FOTO: Thinkstock (abertura) e Karina Lignelli