Negócios

Uber não diminuiu uso de táxis


A conclusão é do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que comparou o movimento do serviço de motorista particular com o dos aplicativos de táxi. Um novo mercado foi criado


  Por Agência Brasil 15 de Dezembro de 2015 às 14:58

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Um estudo feito pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mostrou que a entrada do aplicativo Uber no mercado de transporte público não diminuiu a demanda por serviços de táxi, ao menos via serviços como 99taxis e Easy Taxi.

Assim como o Uber, esses serviços funcionam por meio de aplicativos de celular, usados pelos clientes para chamar um motorista onde eles estiverem.

De acordo com o estudo, que comparou o uso do Uber com o dos aplicativos de taxistas, o Uber atende a uma fatia de clientes que não andava de táxi.

LEIA MAIS:Diálogo é a saída para conflitos sobre serviços como Uber e WhatsApp

O Departamento de Estudos Econômicos do Cade analisou cidades onde o Uber já funcionava – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte – e também em outro grupo de locais onde o Uber não funcionava, como Recife e Porto Alegre.

Dados de ambos os grupos foram comparados e não houve redução do uso de táxis, apesar do advento do Uber.

Dados foram coletados entre outubro de 2014 e maio de 2015. “O aplicativo, ao contrário de absorver uma parcela relevante das corridas feitas por táxis, na verdade conquistou majoritariamente novos clientes, que não utilizavam serviços de táxi”, concluiu o estudo.

Para o Cade, houve a criação de um novo mercado, sem prejuízo ao trabalho dos taxistas.

LEIA MAIS:Uber se torna parte do debate político

“Até o momento, o Uber não 'usurpou' parte considerável dos clientes dos taxis, nem comprometeu significativamente o negócio dos taxistas, mas sim gerou uma nova demanda”, explicou o documento.

Para o Cade, a existência dos dois serviços poderá criar uma competição, que beneficiará o consumidor com mais opções para o serviço de transporte.

FOTO: Thinkstock