Negócios

Tíquete médio para namorados sobe 5%


Há pouca relação entre o que as pessoas gostariam de ganhar e o que decidiram dar de presente, constata pesquisa da Boa Vista


  Por Redação DC 05 de Junho de 2019 às 12:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Segundo os números da Pesquisa Hábitos de Consumo conduzida pela Boa Vista para o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, o gasto médio do consumidor com o presente nesta data comemorativa será 5% maior este ano, na comparação com a 2018. Enquanto na data passada o tíquete médio foi de R$ 278, em 2019 os entrevistados esperam gastar R$ 292.

A pesquisa identificou ainda que 69% dos entrevistados pretendem presentear o parceiro(a), representando um aumento de 2p.p. (pontos percentuais) em relação ao ano passado.

Entre eles, 42% esperam gastar mais agora do que na compra do presente de 2018. Outros 39% vão gastar a mesma quantia, enquanto 19% preveem um gasto menor a data este ano.

Dentre os 31% que não irão comprar presente, 57% apontam o endividamento como o motivo de não presentar o parceiro(a) no Dia dos Namorados este ano.

O desemprego vem como a segunda causa mais citada, com 23% (6 p.p. a mais que em 2018). 17% dos entrevistados afirmam que não compram presente na data, ao passo que os últimos 3% priorizarão pagar outras contas do dia a dia.

Tipos de presente

A pesquisa também questiona que tipo de presente os consumidores pretendem comprar para o Dia dos Namorados. É interessante notar que há pouca relação entre o que as pessoas gostariam de ganhar e o que decidiram dar de presente.

Em primeiro lugar, assim como em 2018, com 30%, aparecem os itens de vestuário, seguidos por jantar romântico, show e cinema (19%); perfumaria (13%); joia ou relógio (10%); celulares e smartphones (9%); informática (8%); viagem romântica (7%); flores (2%), e chocolates (2%).

Quando questionados sobre o que gostariam de ganhar, caso pudessem escolher o presente, a maioria dos consumidores elegeu uma viagem como o presente mais esperado, com 26%. Em seguida, passeio/lazer e roupas/acessórios, ambos com 12%. 11% celular, ao passo que produtos de informática/eletrônicos foram citados como os presentes desejados por 9% dos entrevistados, empatados com joias/relógios. Por fim, jantar romântico e itens de perfumaria com 6%, respectivamente, como ilustra o gráfico abaixo.

Local de compra

Outra variável da pesquisa é o local de compra do presente pretendido pelos consumidores. 78% dos consumidores pretendem comprar o presente em uma loja física, enquanto 22% esperam adquiri-lo na internet. Dentro da parcela que vai optar por lojas físicas, 52% vão comprar o presente em lojas de shoppings centers. Em segundo, as lojas de rua/bairro foram apontadas como o local de compra de 31% dos entrevistados, seguidas das redes varejistas/magazines (7%) e dos super/hipermercados (1%). Por fim, 9% afirmaram que comprarão o presente em outros locais.

Influência na compra

Ainda de acordo com os números da pesquisa, a principal influência dos consumidores na escolha do presente será o desejo do parceiro, com 41%. Outros 39% dos consumidores se basearão na necessidade ou utilidade do presente na hora da escolha. Já outros 10% que se influenciarão por preço, promoção ou desconto, enquanto, por fim, a marca e a qualidade do produto influenciarão outros 10% dos consumidores. Confira os números no gráfico a seguir.

Forma de pagamento

A parcela de consumidores que planeja comprar o presente à vista representa 59% do total. Entre esses consumidores, 40% utilizarão dinheiro em espécie; 33% o cartão de débito; 23% o cartão de crédito e 4% o boleto. Já entre os 41% que pretendem parcelar o presente, 88% usarão o cartão de crédito, seguidos de 5% que planejam usar o carnê, outros 5% que pagarão as parcelas em boleto e, por fim, 2% que vão escolher o cartão de débito programado.