Negócios

Supermercados têm pior resultado desde 2000


A queda nas vendas foi de 6,2% em março em relação a fevereiro. No mesmo período, a venda de veículos caiu 0,1%


  Por Estadão Conteúdo 11 de Maio de 2017 às 12:39

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 6,2% em março ante fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados nesta quinta-feira, (11/5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o pior da série histórica iniciada em 2000.

Em relação a março de 2016, as vendas do segmento tiveram redução de 8,7% em março deste ano, a queda mais acentuada desde março de 2003, quando diminuiu 13,3%.

"O mercado de trabalho prejudica o desempenho dos supermercados. Os supermercados estão vendendo menos. Apesar dos preços estarem diminuindo, eles não estão conseguindo recuperar o consumo", justificou Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

VEÍCULOS 

As vendas de veículos tiveram ligeira queda de 0,1% em março ante fevereiro, segundo os dados do IBGE.

Ao mesmo tempo, o setor de material de construção cresceu 2,7%. Mas o desempenho mais positivo não foi suficiente para compensar o recuo de 6,2% no setor de supermercados, e o varejo ampliado recuou 2,0% no período.

As demais atividades com taxas negativas no mês foram Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,5%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,0%).

Por outro lado, houve melhora nos segmentos de Móveis e eletrodomésticos (6,1%), Livros, jornais, revistas e papelarias (5,6%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,9%). Em relação a fevereiro, o varejo restrito teve retração de 1,9%.

Segundo Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, a estabilidade da renda e a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter ajudado atividades que tiveram desempenho melhor.

Na comparação com março de 2016, o segmento de veículos vendeu 6,1% menos, enquanto o de material de construção teve expansão de 9,4%. O varejo ampliado encolheu 2,7%.

Houve redução ainda em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-8,7%),

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%), Combustíveis e lubrificantes (-2,4%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-12,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,8%).

As atividades com desempenho positivo foram Móveis e eletrodomésticos (10,5%), Tecidos, vestuário e calçados (11,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (5,7%).

Na comparação com março de 2016, o volume de vendas do comércio varejista recuou 4,0%.


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