Negócios

Smartphones roubam mercado dos computadores


Venda de computadores no terceiro trimestre recuou 35% na comparação com igual período de 2015


  Por Estadão Conteúdo 01 de Dezembro de 2016 às 16:05

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O mercado brasileiro de PCs voltou a apresentar queda e chegou ao pior trimestre de 2016, de acordo com estudo divulgado pela consultoria IDC nesta quinta-feira, 1/12. 

De acordo com o estudo, foram vendidas pouco mais de 1 milhão de máquinas entre os meses de julho e setembro - número 35% menor que o mesmo período de 2015 e 11% menor em relação ao segundo trimestre de 2016.

"O mercado brasileiro de PCs no País está canibalizado", explica o analista de pesquisa da IDC Brasil, Pedro Hagge, por meio de nota. 

Segundo ele, é cada vez mais comum que o consumidor prefira um celular com uma configuração robusta e boa qualidade de navegação a um computador. 

“Era previsto um terceiro trimestre aquecido, com o varejo abastecendo os estoques para as datas especiais como Back Friday e Natal, mas esse movimento não aconteceu", disse.

Segundo o estudo, do total de unidades vendidas, 373 mil eram desktops e 674 mil, notebooks, com quedas de vendas de 39% e 32%, respectivamente em relação ao terceiro trimestre de 2015.

Do total de PCs vendidos no período, 366 mil foram para o mercado corporativo e 681 mil para o consumidor final. Os números representam quedas de 26% e 38%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2015. 

"Empresas privadas estão adiando investimentos e a compra de computadores. Já o setor público está travado, devido às eleições, troca de governos, gestões endividadas e outros problemas políticos e econômicos. Não há expectativas de melhoras para os próximos meses", diz o analista da IDC.

Ainda de acordo com o estudo da IDC, os computadores ficaram R$ 105 mais baratos no terceiro trimestre. "O ticket médio no período foi de R$ 2.334, ou seja, 4% a menos do que nos meses de julho, agosto e setembro de 2015, quando o mercado trabalhava com o dólar mais alto", afirma Hagge.

IMAGEM: Thinkstock