Negócios

Shoppings reabrem com queda de 60% no movimento de clientes


Pouco mais de 230 centros de compras, dos 577 do país, já retomaram suas atividades


  Por Redação DC 04 de Junho de 2020 às 15:56

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Após mais de dois meses fechados por causa das medidas de isolamento social, shoppings de várias cidades brasileiras começam a reabrir. Nessa retomada, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a circulação de pessoas caiu 60% e o faturamento foi reduzido a até 70%.

Pouco mais de 230 shoppings, dos 577 do país, já retomaram suas atividades. No estado de São Paulo, 40 empreendimentos foram reabertos no interior.

"A queda do movimento já era esperada por conta do receio natural de sair com a recomendação da população ficar em casa e também com a queda de renda e desemprego que são consequências da crise causada pelo novo coronavírus", disse Nabil Sahyoun, presidente da Alshop. 

Os dados foram colhidos em 103 shoppings que fazem parte da associação.

A entidade solicita a reabertura na capital paulista no horário das 12h às 20h, e não somente por 4h, como defende a prefeitura da cidade.

Segundo Sahyoun, as atividades logísticas, o deslocamento dos colaboradores e a nova rotina de higienização não permitem um tempo de abertura tão curto, que também pode gerar aglomerações.

"Nossa prioridade é com a vida das pessoas, dos colaboradores e clientes, mas sem nenhum faturamento e com os empecilhos de se obter crédito teremos dificuldade para combater os efeitos da pandemia", diz o presidente da Alshop.

“Os lojistas dos shoppings não têm sido atendidos pela medida de reabertura. No transporte público a aglomeração é latente e não há nenhum protocolo rígido de higienização, bem como o comércio nos bairros, sem fiscalização e sem medidas sanitárias de proteção. É preciso olhar de forma ampla para a questão”, afirma.

A associação, que representa 105 mil lojistas em todo o país, solicita que as autoridades municipais e estaduais aprovem as mesmas regras de funcionamento aplicadas aos supermercados e farmácias.

“Nos shoppings, em média, há 60 segmentos de atividade, boa parte deles também essenciais como farmácias, clínicas, assistência técnica de equipamentos, pet shops, comércio de alimentos específicos entre outros”, informa a Alshop em nota à imprensa.

 

IMAGEM: Thinkstock





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