Negócios

Setor de serviços acumula quatro anos de quedas


Neste período, o setor acumulou uma perda de 11,1%, de acordo com levantamentos do IBGE


  Por Estadão Conteúdo 14 de Fevereiro de 2019 às 09:59

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


*Com Agência Brasil
 
O volume de serviços prestados cresceu 0,2% em dezembro ante novembro na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta quinta-feira (14/02), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o resultado foi de uma estabilidade (0,0%).

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde uma queda de 0,60% a um avanço de 0,90%, com mediana negativa de 0,10%.

Na comparação com dezembro do ano anterior, houve queda de 0,2% em dezembro de 2018, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de recuo de 1,8% a aumento de 0,4%, com mediana negativa de 0,8%.
 
LEIA MAIS: Embracon aposta em consórcio de serviços para atrair empreendedores

A taxa acumulada no ano de 2018 pelo volume de serviços prestados foi de recuo de 0,1%. Nesse tipo de comparação, as projeções variavam desde uma queda de 0,4% a uma alta de 0,1%, com mediana negativa de 0,1%.

A queda de 0,1% registrada em 2018 completa uma sequência de quatro anos consecutivos de taxas negativas no segmento. Neste período, o setor de serviços acumulou uma perda de 11,1%.

Em 2017, o volume de serviços prestados encolheu 2,8%; em 2016, caiu 5,0%; em 2015, recuou 3,6%. O último avanço ocorreu em 2014, quando os serviços cresceram 2,5%.
 
POR ATIVIDADE
 
A queda de 0,1% do ano de 2018 foi puxada principalmente pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), que tiveram resultado negativo influenciado pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada.

O outro setor em queda foi serviços de informação e comunicação (-0,5%), um resultado explicado principalmente, pela menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.

Três setores tiveram alta: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,2%), outros serviços (1,9%) e serviços prestados às famílias (0,2%). Os serviços de transportes foram impulsionados principalmente pelo avanço no volume de receitas de transporte rodoviário de carga, de gestão de portos e terminais, de transporte aéreo de passageiros e de operação de aeroportos.

Os outros serviços tiveram contribuição das atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias e administração de bolsas e mercados de balcão organizados. No último setor, a principal contribuição veio dos hotéis.

 
LEIA MAIS: Empresários vão a Brasília discutir prioridades

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado.
 
Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal subiu 0,8% em dezembro ante novembro. Na comparação com dezembro de 2017, houve aumento na receita nominal de 3,1%.

 

 

IMAGEM: Thinkstock