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Semana do Brasil mostra que vale a pena criar ofertas exclusivas


Total de usuários que recompraram na mesma loja virtual entre 6 e 15 de setembro cresceu 2,76% ante igual período de 2018, aponta relatório da Social Miner. Daí a importância de se planejar e investir em retenção


  Por Karina Lignelli 20 de Setembro de 2019 às 07:00

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


Inédita, a Semana do Brasil ajudou a puxar as vendas do comércio físico e eletrônico na 1ª quinzena de setembro. Entre os dias 6 e 15, período em que durou a ação promocional, o faturamento chegou a R$ 2,2 bilhões - alta de 10,5% na receita do e-commerce em relação aos 10 dias que antecederam o evento, e de 30,3% ante igual período de 2019. 

Os dados são do relatório elaborado pela Social Miner, especializada em dados de comportamento de consumo no Brasil com base em 41 milhões de cadastros, em parceria com o Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado que monitora mais de 80% das vendas de um total de 4 mil lojas virtuais multicategoria que atuam também como marketplace. A Opinion Box, de soluções digitais de pesquisa e customer experience, também participou. 

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Como destaques, dois insights sobre o comportamento do consumidor em relação à nova data promocional: a pesquisa das ofertas com quase um mês de antecedência, e a taxa de recompra na mesma loja enquanto durou a ação.

Em relação ao primeiro item, houve um primeiro pico de visitas aos sites no período, registrado no dia 20 de agosto, a 17 dias da Semana do Brasil e a 26 dias do Dia do Cliente, outra data promocional realizada em 15 de setembro. 

O segundo pico aconteceu em 28 de agosto, a 9 dias do início do evento, e o terceiro foi em 11 de setembro, já durante a Semana do Brasil e a 4 dias do Dia do Cliente. Os resultados confirmam o recorte de Intenção de Compra para a data, já que o público que se engajou antecipadamente com a ação promocional representou 42,5% do total. 

Já a taxa de recompra foi uma boa surpresa para os varejistas do e-commerce: o total de usuários que fizeram mais de uma conversão na mesma loja no período cresceu 2,76% ante igual período - 6 a 15 de setembro - de 2018. 

Apesar de ser uma taxa ainda pequena - visto que a média no e-commerce como um todo é de 57% (dados do portal e-commerce Brasil) -, o crescimento do indicador mostra que vale a pena investir em datas promocionais. Afinal, manter um cliente "dentro de casa" é cinco vezes mais barato do que conquistar um novo consumidor, diz o relatório.

"Vale criar campanhas e planejar ofertas exclusivas para esse público, especialmente durante as datas comerciais, para estimular uma recompra e trabalhar a retenção." Em resumo, para o varejo, fidelizar o cliente é tudo. 

OUTROS INSIGHTS

O relatório da Social Miner aponta outros insights para quem ainda tem dúvidas sobre o potencial das datas comerciais - ainda mais uma nova, como a Semana do Brasil. O segundo maior pico de vendas de produtos de Beleza e Saúde neste ano aconteceu no dia 22 de maio, a exatamente três semanas do Dia dos Namorados. É ou não é muita coincidência?

Voltando à Semana, os e-commerces de moda são os que atraíram o maior volume de tráfego no período (incluindo o Dia do Cliente), com representatividade de 33,3%. Em seguida, aparecem os segmentos de Beleza e Saúde, Informática e Multicategoria, com 17,3%, 16,8% e 14,5%, respectivamente. 

Das visitas aos sites realizadas no período para consultar ofertas, 32,1% foram feitas através de dispositivos móveis. Mas... quando chegou a hora de fechar as compras na Semana, o comportamento do consumidor mudou: muitos migraram para o computador, sendo que o mobile concentrou 23,6% dos pedidos, contra 76,4% feitos pelo desktop.

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O valor médio do frete durante a Semana do Brasil e Dia do Cliente foi de R$14,99, sendo que esse item registrou crescimento de 3,9% em relação ao valor apurado nos 10 dias que antecederam o evento.

Já o tíquete médio dos pedidos gerados durante a Semana ficou em R$ 404,90 — 1,3% acima do apurado no período
anterior, de 27 de agosto a 5 de setembro. No entanto, o valor representa uma queda de 2% ante igual período de 2018.

Mesmo empolgado com as ofertas, as formas de pagamento refletiram o comportamento cauteloso do consumidor diante do atual momento econômico. Durante a Semana do Brasil, eles se dividiram entre os que compraram itens de menor valor à vista (34%) ou à prazo, de 7 a 12 suaves prestações para não pesar muito no bolso (36,1%).

FOTO: Thinkstock