Negócios

Semana Brasil leva cliente aos shoppings, mas compras não acontecem


Mesmo com o aumento de 40% no fluxo de pessoas, pesquisa da Alshop mostra que, para 60% dos lojistas, a ação promocional não resultou em alta nas vendas


  Por Redação DC 22 de Setembro de 2020 às 16:32

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A edição 2020 da Semana Brasil ajudou a puxar o crescimento nas vendas dos shoppings, que variaram entre 20% e 30% enquanto durou a ação promocional.

Porém, uma pesquisa realizada pela Associação Brasileiras de Lojistas de Shopping (Alshop) entre os dias 15 e 18 de setembro, mostra que, para 60% dos lojistas, a ação comercial não resultou em alta nas vendas. 

No levantamento, que mediu a performance da campanha de descontos para impulsionar as vendas neste momento de recuperação após o período mais agudo da pandemia, foram entrevistados pequenos, médios e grandes lojistas. 

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Para 40% deles, houve aumento do fluxo de pessoas nos shoppings por conta da Semana do Brasil, enquanto para 60% o movimento não cresceu. O item mais procurado pelos consumidores no período foram os calçados com 40%, seguido de vestuário e cosméticos, com 20% da preferência. Já os eletrônicos nem foram citados pelos varejistas.  

Todos os 577 shoppings do país estão abertos, mas em boa parte dos estados essa abertura ainda é parcial - como em São Paulo, onde os centros de compra funcionam das 12h às 20h. Essa restrição reduz a circulação de pessoas, movimento já esperado pela Alshop.

O presidente Nabil Sahyoun afirma que, quando se fala em circulação de pessoas em lojas ou shoppings, neste momento muitos preferem aos shoppings, pois eles estão seguindo rigorosamente as medidas de distanciamento, higiene e segurança, deixando os consumidores mais seguros.

"Mas vale ressaltar que existem pessoas que se deslocam até lá, para terem um momento de lazer e entretenimento, já que outros serviços estão fechados, mas acabam não comprando nada nas lojas”, afirma.

Sahyoun destaca ainda que o fechamento dos locais de entretenimento como cinemas, parques temáticos e áreas de recreação ajudam a reduzir o interesse do consumidor pelos centros de compra neste momento.

Em relação ao e-commerce que trabalhava com uma expectativa alta para alavancar as vendas, cerca de 60% dos entrevistados mostraram que não houve aumento no faturamento nesta modalidade de venda.

Apenas para 20% dos empresários deste ramo houve aumento de mais de 50% nas vendas e outros 20% notaram um aumento de até 30% do total no comércio via internet.

ÍNDICE CIELO 

Acompanhando outros índices, como o recém-divulgado indicador da Cielo, é possível fazer uma comparação entre os dados. As vendas no comércio eletrônico tiveram um aumento de cerca de 10%, em relação ao primeiro ano da Semana do Brasil. Por outro lado, as vendas no varejo físico registraram uma queda de 10%, em relação ao mesmo período do ano passado, afirma a Alshop.

FOTO: Arquivo DC





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