Negócios

Rodadas de negócios atraem 800 empresários ao Juventus


Idealizado pela ACSP e o Rotary, o LER reuniu micros, pequenos e médios empreendedores interessados em expandir seus negócios


  Por Wladimir Miranda 26 de Setembro de 2018 às 18:40

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


Oitocentos micros, pequenos e médios empresários lotaram o salão nobre do Clube Atlético Juventus, na Mooca, na tarde e noite desta terça-feira (25/09), para o Primeiro Encontro de Negócios de Lideranças Empresariais Rotárias (LER).

Trata-se de uma parceria inédita entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Distrito 4430 do Rotary Internacional, que abrange a região central da cidade de São Paulo e diversas cidades, até o Vale do Ribeira.

Estiveram presentes, empreendedores de todo o país, rotarianos ou não, que participaram de rodadas de negócios, fizeram networking e, no encerramento, assistiram à palestra “Brasil, oportunidades sem limites”, com o professor Luiz Marins, que mostrou as vantagens do Brasil em relação ao mundo contemporâneo e as oportunidades que existem para investidores locais e internacionais.

Ele ressaltou que, por meio do empreendedorismo e inovação, as oportunidades podem ser aproveitadas.

O objetivo do LER é estimular o relacionamento comercial entre os participantes e criar oportunidades de negócios.

CATALDO, DA ACSP:"VAMOS RECONSTRUIR O PAÍS"

“Eu não tenho nenhuma dúvida de quem vai dar emprego para os 13 milhões que estão desempregados no país neste momento serão os micros, pequenos e médios empresários, aqui representados. Seremos nós que iremos reconstruir este país, com trabalho, dedicação, empenho. Quem está aqui hoje, veio buscar trabalho. E seu ideal é gerar riquezas, empregos. Não importa o que vai acontecer nas próximas eleições. Nossa responsabilidade é fazer muito mais pelo nosso país”, disse Giacinto Cosimo Cataldo, vice-presidente da ACSP e coordenador-geral das sedes distritais da entidade.

Empresário do ramo de construção, Cataldo prevê que outros encontros como o realizado no Juventus vão se repetir.

“Vamos fazer mais. E com certeza não vamos fazer só na Capital. A ideia é realizar eventos como este em outras regiões do estado. Os objetivos são gerar negócios e facilitar o relacionamento entre as pessoas”, disse.

Roberto Mateus Ordine, presidente em exercício da ACSP e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), afirmou que o evento reuniu “empreendedores determinados, que querem mudar a história do país”.

AMATO FILHO, DO ROTARY: "SOMOS CONSUMIDORES E VENDEDORES"

Dante Galvanese Amato Filho, Governador do Rotary Internacional, distrito 4430, explicou que foi feita uma seleção entre os mais de mil rotarianos do distrito.

"Aqui é o início do relacionamento. Todos nós somos consumidores e vendedores. O evento foi criado para que os empresários aumentem seu leque de opções para vender ou comprar”, disse.

As inscrições foram planejadas para proporcionar interatividade entre os diversos setores da atuação profissional. 240 vagas foram reservadas para líderes empresariais e membros do Rotary do Distrito 4430.

Também foram reservadas inscrições para dirigentes das distritais da ACSP, o que propiciou o desenvolvimento de novas parcerias, compradores e fornecedores.

Luis Eduardo Takenouchi Goulart é um exemplo de empreendedor que foi ao LER para ampliar suas possibilidades de negócios.

Dono de um escritório de contabilidade, planejamento, terceirização, recuperação tributária e perícia contábil na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, participa com frequência de palestras do Rotary.

“As possibilidades de fechar negócios depois dos contatos que fizemos são grandes”, disse.

Sérgio de Martino disse que trabalha “com todos os vinhos do mundo. Somos importadores e exportadores de vinhos. Viemos aqui para alargar nossos horizontes”, afirmou, garantindo que a empresa dele tem um faturamento mensal de R$ 1,8 milhão mensais.

ARIADNA SILVA: "Temos um faturamento
de R$ 20 mil mensais"

Ariadna Silva, 42 anos, trabalha com tecnologia e inovação. Proprietária da CJRDrones, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, com dois funcionários, faz a parte de monitoramento de obras, engenharia e prospecção de mercado.

“O drone funciona por intermédio de um GPS e de um controle remoto. Fazemos o acompanhamento aéreo das obras. O cliente não precisa ir às obras. Nós fazemos as imagens, pelo drone, e mandamos para os clientes, por e-mail”, explicou.

A empresa começou com um capital de giro de R$ 10 mil. “Temos um faturamento de R$ 20 mil mensais”, afirmou.

Gilberto Natalini, médico e vereador, é um empreendedor na área da saúde. “Sou um microempresário. E, claro, também estou aqui para fazer contatos”, disse.

ASSISTA ABAIXO AO VÍDEO DA PALESTRA DO CONSULTOR LUIZ MARINS NO LER



 

FOTOS: Wladimir Miranda/Diário do Comércio