Negócios

Riachuelo investe em artigos para o lar e lança marketplace


Com oito lojas, Casa Riachuelo se espalha pelo país. Setor, que movimentou R$ 88 bilhões em 2020, cresceu 13% no primeiro semestre


  Por Fátima Fernandes 07 de Julho de 2021 às 07:27

  | Jornalista especializada em economia e negócios e editora do site varejoemdia.com


Com 342 lojas de moda em todo o país, a rede Riachuelo decidiu entrar de vez na venda de artigos de cama, mesa e banho, decoração e utilidades domésticas.

E, sem dúvida, um dos motivos é este: em meio à crise, o comércio desses produtos atingiu quase R$ 88 bilhões em 2020, um crescimento de 4,7% sobre 2019.

No primeiro semestre deste ano, a alta foi de 13% sobre igual período de 2020, de acordo com o IEMI, consultoria especializada em moda e artigos de decoração.

Com oito lojas, a Casa Riachuelo começa a se espalhar pelo Brasil em dois formatos, acopladas às lojas já existentes e também em espaços separados.

No Jundiaí Shopping, em Jundiaí (SP), as obras para abrir a Casa Riachuelo já começaram. No shopping Anália Franco, em São Paulo, iniciam em breve.

“Temos algumas obras para começar em todo o Brasil”, afirma Élio Silva, diretor-executivo de canais e marketing da rede.

Não é de hoje que a Riachuelo, que fechou o ano passado com receita líquida de R$ 6,5 bilhões, 20% menor do que a de 2019, comercializa artigos de cama, mesa e banho.

Mas o negócio começou a ganhar mais atenção dentro da companhia a partir de 2019, com a inauguração da Casa Riachuelo, no shopping Morumbi.

Num espaço de 230 metros quadrados, a companhia comandada por Flávio Rocha testou a ideia e entendeu que o caminho era entrar com força no segmento.

Afinal, a rede espanhola Zara, com a Zara Home, e a Renner, com a Camicado, já tinham dado os seus passos para disputar o mercado de peças para a casa.

A pandemia do novo coronavírus, que deixou as famílias em casa, deu gás ao negócio.

É difícil achar um consumidor que não precisou comprar algum item para a casa, um novo jogo de lençol, uma panela, no último um ano e meio.

Nos shoppings Eldorado, Ibirapuera e Pátio Paulista, em São Paulo, as unidades da Casa Riachuelo estão separadas das lojas de roupas.

Em Jundiaí, os artigos para a casa vão ocupar uma área antes destinada à moda. A empresa estuda qual a melhor forma de expor os produtos em vários lugares.

MODA X CASA

O que leva uma rede especializada em moda a entrar em artigos para a casa?

Para Marcelo Prado, diretor do IEMI, os dois segmentos têm tudo a ver um com o outro.

O público que compra roupas na Riachuelo, diz ele, é praticamente o mesmo que adquire artigos para o lar.

Além disso, artigos para a casa acabam decorando as lojas de moda e ainda possuem valor agregado mais alto, reforçando o caixa da empresa.

“Um cliente que compra uma camiseta de R$ 30 reais pode muito bem levar um porta retrato de R$ 25 ou até dois”, diz Prado.

Alguns itens para a casa são pequenos, ocupam pouco espaço na área de estoque, mais um ponto a favor. “Dessa forma, as redes vão agregando valor à marca.”

CARTER`S

A Riachuelo também quer crescer com as lojas da Carter´s, marca norte-americana de roupas infantis, que possui uma parceria com a rede brasileira desde 2015.

No ano passado, a rede abriu a primeira loja física da marca no shopping Ibirapuera. Até então, as peças eram comercializadas na Riachuelo.

Hoje são dez lojas Carter`s e outras virão até o final do ano, de acordo com Silva.

O acerto com a varejista dos EUA é por um período de dez anos. O compromisso da rede brasileira é abrir 60 lojas da marca no país.

“A pandemia pegou todas as empresas, mas nós conseguimos manter o crescimento e o resultado e nos fortalecer no período de crise”, afirma Silva.

No último ano, diz ele, a Riachuelo fechou três lojas, duas no Rio de Janeiro e uma no interior de São Paulo, mas não por conta da pandemia.

Nos três casos, o fechamento ocorreu por conta da alta vacância dos shoppings. “Na verdade, a Riachuelo abriu mais lojas do que fechou no último ano.”

Na semana passada, diz ele, foram inauguradas duas novas lojas Riachuelo e mais sete estão previstas para abrir até o final do ano no país.

“Estamos olhando com otimismo o processo de vacinação, que vem ganhando velocidade, e o consumidor começa a ficar mais confiante.”

A Riachuelo também colocou em teste um formato de marketplace no qual a rede pretende vender produtos de outras empresas que complementem a sua linha.

Neste momento, 34 empresas já estão cadastradas para vender por meio da plataforma da Riachuelo.

“Estamos olhando lojista a lojista para ver quem possui linha complementar.”

A ideia, de acordo com ele, não é competir com o Magalu.

Lojistas que tiverem interesse em vender por meio da plataforma da Riachuelo podem fazer o contato pelo próprio site.

 

IMAGEM: Divulgação





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