Negócios

Quer transformar empresários em associados?


Basta oferecer treinamento e capacitação de valor para trazer resultados rápidos, disse o especialista em alavancagem de micro e pequenas empresas Conrado Adolpho (acima, com a VP da Facesp Adriana Flosi)


  Por Karina Lignelli 31 de Outubro de 2019 às 17:07

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


Sou uma associação comercial e quero ampliar meu número de associados. Mas como fazer para que mais pessoas estejam pagando mensalidades e adquirindo meus produtos e serviços? Oferecendo treinamento e capacitação para crescer e trazer vendas e resultados.

Foi essa fórmula, que não tem nada de mágica, mas que depende de esforço e trabalho duro de todos os envolvidos, que foi apresentada no 19º Congresso da Facesp por Conrado Adolpho, especialista em alavancagem rápida de micro e pequenas empresas e idealizador do método de marketing e vendas 8Ps.  

Ele, que é empresário há 23 anos, e em sua primeira incursão empreendedora quebrou e ficou com uma dívida de R$ 200 mil, paga em “cinco longos anos”, conforme conta, lembra que só o conhecimento o levou a renascer das cinzas – e criar um novo negócio em marketing digital.

“Saí de ‘zero’ clientes, em fevereiro de 2005, para 80 um ano depois”, afirma.

Em 2015, ele oferecia treinamentos que custavam R$ 500 para quem não era assinante do seu portal, e R$ 100 para quem pagava R$ 49 de assinatura, conta. Ao disponibilizar 12 treinamentos curtos de resultado rápido, passou a fidelizar interessados em conteúdos que geravam valor e ajudavam esse empreendedor a vender mais.

“Não adianta ser teórico e falar que a tática vai aumentar o faturamento: é preciso mostrar resultados práticos”, diz. “Muitos pensam em fazer só um curso para vender mais pelo Whatsapp e só. Mas quando ele sabe que o próximo vai ensinar como fazer campanhas no Instagram, é uma espécie de gatilho mental para fidelizá-lo.”

Adolpho também reforça que esses treinamentos não vão ajudar empreendedores a enriquecerem, mas a pelo menos pagar uma conta ou fazer o negócio sobreviver todos os meses. “É uma forma de as associações puxarem-nos pela mão. Não adianta fazer rodadas de negócios: sem conhecimento, só vão conversar e tirar pouco proveito daquilo.”

Como exemplo, ele cita um treinamento que ensina a sair da guerra de preços, realizada em parceria com a Associação Comercial de Campinas (ACIC): em um mês, segundo ele, a empresa consegue valorizar sua marca, criar relacionamento recorrente e, finalmente, vender.

Ao afirmar que, no passado, “sua empresa quebrou porque ele estava perdido”, Adolpho fez uma crítica às associações comerciais que, segundo ele vivem uma crise de identidade.

“Se elas querem vender plano de saúde, tudo bem. Mas elas precisam saber qual papel querem desempenhar junto ao empresário, em um país onde o desemprego ainda é alto e as pessoas estão com medo de gastar.”

O especialista lembra que no mercado, que manda é o cliente. Mas se ele – no caso, o associado – perceber que o que você oferece gera valor, e se ajuda a se adaptar à nova economia, ele vai entender que estará melhor com a associação do que fora dela.

Sou uma associação comercial e quero ampliar meu número de associados. Mas como fazer para que mais pessoas estejam pagando mensalidades e adquirindo meus produtos e serviços?  Oferecendo treinamento e capacitação para crescer e trazer vendas e resultados.

Foi essa fórmula, que não tem nada de mágica, mas que depende de esforço e trabalho duro de todos os envolvidos, que foi apresentada no 19º Congresso da Facesp por Conrado Adolpho, especialista em alavancagem rápida de micro e pequenas empresas.  

Ele, que é empresário há 23 anos e em sua primeira incursão empreendedora quebrou e ficou com uma dívida de R$ 200 mil, paga em “cinco longos anos”, conforme conta, lembra que só o conhecimento o levou a renascer das cinzas – e criar um novo negócio em marketing digital.  

“Saí de ‘zero’ clientes, em fevereiro de 2005, para 80 um ano depois”, afirma.

Em 2015, ele oferecia palestras beneficentes e treinamentos que custavam R$ 500 para quem não era assinante do seu portal, a R$ 100 para quem pagava R$ 49 de assinatura, conta. Ao disponibilizar 12 treinamentos curtos de resultado rápido, passou a fidelizar interessados em conteúdos que geravam valor e ajudavam esse empreendedor a vender mais.

“Não adianta ser teórico e falar que a tática vai aumentar o faturamento: é preciso mostrar resultados práticos”, diz. “Muitos pensam em fazer só um curso para vender mais pelo Whatsapp e só”, conta. “Mas quando ele sabe que o próximo vai ensinar como fazer campanhas no Instagram, é uma espécie de gatilho mental para fidelizá-lo.”

Adolpho também reforça que esses treinamentos não vão ajudar empreendedores a enriquecerem, mas a pelo menos pagar uma conta ou fazer o negócio sobreviver todos os meses. “É uma forma de as associações puxarem-nos pela mão. Não adianta fazer rodadas de negócios: sem conhecimento, eles só vão conversar e tirar pouco proveito daquilo.”

Como exemplo, ele cita um treinamento que ensina a sair da guerra de preços, realizada em parceria com a Associação Comercial de Campinas (ACIC): em um mês, segundo ele, a empresa consegue valorizar sua marca, criar relacionamento recorrente e, finalmente, vender.

Ao afirmar que, no passado, “sua empresa quebrou porque ele estava perdido”, Adolpho fez uma crítica às associações comerciais que, segundo ele vivem uma crise de identidade.

LEIA MAIS:Cotait destaca o papel da Associação Comercial na nova economia

“Se elas querem vender plano de saúde, tudo bem. Mas elas precisam saber qual papel querem desempenhar junto ao empresário, em um país onde o desemprego ainda é alto e as pessoas estão com medo de gastar.”

O especialista lembra que no mercado, que manda é o cliente. Mas se ele – no caso, o associado – perceber que o que você oferece gera valor, e se ajuda a se adaptar à nova economia, ele vai entender que estará melhor com a associação do que fora dela.

“Os empresários sabem que vivemos uma era da meritocracia, mas para ter resultados é preciso ter esforço. Muitos estão dispostos, mas não sabem como fazer. Daí entra o trabalho das associações comerciais”, afirma. “Não acho que governo vai mudar o país, mas sim os empresários, que arregaçam as mangas para fazer as coisas acontecerem.”

E é preciso mudar o mindset para gerar resultados rápidos. “Hoje, há 20 milhões de CNPJs no país e 52 milhões de empreendedores – olha que mercado para vocês! Cada associação comercial pode mudar o papel da sua cidade e da vida das pessoas. Mas, sem esses pontos amarrados, dificilmente se entenderá o verdadeiro papel delas,“ conclui. 

FOTO: Vinícius Cordeiro