Negócios

Queda do varejo brasileiro deve atingir 5% em junho de 2017


Já para o fechamento deste ano, a expectativa é de um recuo de 6,3% sobre 2015, de acordo com projeções da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Redação DC 27 de Dezembro de 2016 às 11:35

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


No primeiro semestre de 2017, o volume de vendas do varejo brasileiro deve cair 5% na variação em 12 meses.

A projeção é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já para o fechamento de 2016, a expectativa da entidade é de um recuo de 6,3% sobre 2015.

As informações se referem ao varejo restrito - sem considerar automóveis e material de construção.

“Os dados apontam que nos próximos meses as retrações vão se arrefecer em direção a uma recuperação, porém em ritmo bastante lento. É muito importante que toda a classe política entenda que qualquer recuperação da economia passa pelas suas mãos e que é necessário que todos os agentes públicos estejam sintonizados com os anseios da sociedade. É preciso que todo ocupante de qualquer cargo no Executivo, Legislativo e Judiciário entenda que a conta não pode ser exclusiva do cidadão”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele explica que a atenuação das quedas das vendas se deve à melhora da confiança do brasileiro em relação ao futuro e à reposição dos estoques de artigos básicos de consumo. Outro fator que contribui para a melhora é a base fraca de comparação de 2016.

Burti lembra que o ritmo da recuperação do varejo e da economia vai ser ditado pelas evoluções do emprego, da renda e da confiança do consumidor e, fundamentalmente, pelo crédito.

“Sem a acentuação da queda da taxa de juros, a recuperação não será possível”, frisa. “Se a queda continuar perdendo força com essa intensidade, poderemos ver, no segundo semestre de 2017, o início de uma estabilização e um lento crescimento”, ressalta o presidente da ACSP.

A queda anual prevista de 6,3% em 2016 é mais acentuada do que a de 2015 (-4,3%) no contraste com 2014, o que “reflete a deterioração da situação dos consumidores e das empresas ao longo de 2016”, na avaliação de Burti.

A projeção é elaborada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal/ACSP com informações do Índice Nacional de Confiança (INC/ACSP/Ipsos) e do IBGE.

Os dados contemplam as seguintes atividades: 1) combustíveis e lubrificantes; 2) hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 3) tecidos, vestuário e calçados; 4) móveis e eletrodomésticos; 5) artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; 6) livros, jornais, revistas e papelaria; 7) equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação; 8) outros artigos de uso pessoal e doméstico.     

IMAGEM: Thinkstock