Negócios

Quarentena: donos de bares afirmam que fechados terão prejuízo menor


O aumento das restrições à circulação de pessoas no estado de São Paulo obriga os estabelecimentos a operarem com 40% da capacidade


  Por Redação DC 01 de Dezembro de 2020 às 15:24

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) criticou a decisão do governo paulista de ampliar as restrições à circulação de pessoas, medida adotada após o aumento dos casos de covid-19 no estado.

A Abrasel afirma que haverá demissões no setor e mais estabelecimentos fecharão as portas. “Muitos empresários demitirão os funcionários que acabaram de contratar e fecharão porque terão menos prejuízo mantendo estabelecimentos fechados do que abertos com 40% da ocupação possível”, a firma a entidade em nota à imprensa.

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Na última segunda-feira, 30/12, a gestão Doria colocou todo o estado na fase amarela do chamado Plano São Paulo, que gradua a flexibilização da quarentena. Assim, estabelecimentos, que antes podiam operar com 60% da capacidade por até 12 horas diárias, agora terão de ajustar a capacidade para 40% de ocupação, e poderão operar por até 10 horas.

Também ficam proibidos clientes em pé nos estabelecimentos.

A Abrasel questiona eventual culpa atribuída aos bares e restaurantes pelo aumento nos casos de covid-19 no estado. “Evidente que não é o fato de um restaurante terminar suas atividades às 23 horas ou receber 60% dos clientes potenciais que está causando incremento da contaminação da população”, diz a entidade.

A Abrassel diz que a imposição de maiores restrições cai como uma bomba no setor, que está bastante fragilizado. A entidade afirma que, hoje, 70% dos estabelecimentos não faturam sequer 50% do que alcançavam antes da pandemia.

Também questiona o fato de o governo paulista “não dividir esse protagonismo político no combate à covid-19, reduzindo o prejuízo que se dá pela falta de uma liderança nacional”.

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IMAGEM: Tânia Rego/Agência Brasil






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