Negócios

Printi quer abrir 100 lojas físicas até o fim do ano


A intenção, agora, é espalhar a marca pelo Brasil, com uma rede de franquias. O valor de investimento para o franqueado ainda não está fechado, mas deve girar entre R$ 50 mil e R$ 100 mil


  Por Estadão Conteúdo 03 de Abril de 2019 às 12:29

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A startup brasileira Printi vai abrir cem lojas até o fim do ano, de acordo com o cofundador Mate Pencz.

Fundada em 2012, a empresa é conhecida por prestar serviços online de gráfica e produtos personalizados - oferece mais de 200 produtos, como camisetas, chaveiros e canecas.

São cerca de 30 mil combinações de tamanhos e cores, mas sob padronização tecnológica para manter eficiência industrial.

"O futuro do varejo está em uma solução de múltiplos canais", diz o alemão Pencz, que afirma se inspirar na estratégia da Amazon, que começou suas atividades na internet e hoje se expande para "o mundo real".

"Com lojas físicas, o consumidor pode optar pelo que é mais cômodo para ele."

O passo inicial para essa expansão foi dado em 2018, quando a empresa abriu seus primeiros estabelecimentos físicos. Hoje, são quatro lojas, todas na Grande São Paulo.

A intenção, agora, é espalhar a marca pelo Brasil, com uma rede de franquias. O valor de investimento para o franqueado ainda não está fechado, diz Pencz, mas deve girar entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Nas lojas, os usuários poderão receber auxílio de um designer - que poderá ajudar os clientes a adaptar logotipos a pedidos específicos.

Para o médio prazo, diz ele, o plano é cuidar também da parte de instalação, no caso de placas, letreiros e outros produtos do tipo.

"Queremos controlar toda a cadeia, formalizando um mercado bastante informal", diz Pencz, cujo alvo são as pequenas e médias empresas.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Na visão do professor Gilberto Sarfati, coordenador do mestrado de gestão e competitividade da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), o trunfo da Printi foi investir num mercado fragmentado.

"Havia muitas gráficas com baixo nível de profissionalização", diz Sarfati.

"A sacada foi padronizar processos para o segmento e trazer consolidação."

Para ele, o investimento em lojas é acertado, mas é preciso tomar cuidado com o modelo de franquias.

"Loja física ajuda a formar a imagem da empresa, mas é preciso cuidar da franquia para que os números sejam bons para todos os lados."

CRESCIMENTO

Com a expansão física, a empresa também prevê salto em suas receitas: a expectativa é de faturamento de R$ 200 milhões em 2019, o dobro do ano passado.

Outra novidade é a inauguração em breve de um câmpus próprio em Barueri - onde ficava a gráfica Aquarela, adquirida pela startup em 2018. Além disso, a Printi também está contratando: tem mais de 100 vagas abertas.

A startup saltou de 350 funcionários, no fim de 2017, para 500 pessoas um ano depois - o plano é encerrar este ano com 630 empregados.

No ano passado, cerca de 30 novas vagas foram preenchidas no time de executivos. Pencz, por exemplo, deixou o posto de presidente executivo e agora está como presidente do conselho, sendo substituído por Diego Luz, ex-diretor do fundo Patria.

"Saí dos problemas do dia a dia e agora consigo me dedicar mais à estratégia", diz Pencz.

Pencz também usa seu tempo atrás de novas oportunidades. Ele e o cofundador da Printi, Florian Hagenbuch criaram o fundo Canary, que já assinou 36 cheques para startups em estágio inicial, mas com modelo de negócios definido (entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões).

Entre os investidores do Canary, há outros nomes fortes do ecossistema brasileiro, como David Vélez (Nubank), Mike Krieger (fundador do Instagram) e Julio Vasconcellos (fundador do Peixe Urbano).