Negócios

Prévia da ACSP sinaliza recuperação do varejo em dezembro


Com primeiro aumento nas vendas do comércio no ano desde o ápice da crise econômica, as compras de Natal estão sendo impulsionadas pela injeção na economia da primeira parcela do 13º salário, e pela última do Auxílio Emergencial, de acordo com a ACSP


  Por Redação DC 21 de Dezembro de 2020 às 13:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O varejo começa a dar os primeiros sinais de recuperação em meioa à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Os dados da prévia do Balanço de Vendas de dezembro, realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base nos dados fornecidos pela Boa Vista S/A, indicam maior movimento no comércio no período em que antecede o Natal. 

De acordo com o indicador, houve elevação média de 41,2% nos primeiros 15 dias do mês comparada ao mesmo período de novembro. Este alto índice é resultado também do calendário que ofereceu dois dias úteis a mais para as compras. Todo este fluxo registrado no varejo representou um aumento de 0,4% nas vendas levando-se em consideração o movimento do comércio relacionado à primeira quinzena de dezembro de 2019.

Dessa maneira, as compras de Natal estão sendo impulsionadas pela injeção na economia da primeira parcela do 13º salário e pela última do Auxílio Emergencial, paga pelo Governo Federal para as pessoas em situação mais vulnerável. 

RECUPERAÇÃO

A recuperação econômica do varejo vem ocorrendo de forma gradativa desde o ápice da desaceleração das vendas, ocorrido em junho, quando as medidas de flexibilização começaram a valer para o comércio.

Desde então, as perdas foram se diluindo com retrações de 54,9%, 47,7%, 33,6%, 14,6%, 9,2% e 5% (junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro, respectivamente). Agora, a queda que era de 5% no último mês já se transformou em crescimento de 0,4%. Para a entidade, esses números mostram que há fôlego para que a economia continue crescendo em 2021 mesmo com a pandemia presente na vida de todos.

De acordo com Marcel Solimeo, economista da ACSP, este cenário, no entanto, ainda está longe de ser otimista.

“Os números mostram que apenas devemos zerar as perdas de dezembro comparadas com as do período similar do ano passado; não é um crescimento econômico”, diz.

“Crescimento, mesmo, só acreditamos que vá ocorrer em 2022, se não houver pandemia por muito tempo em 2021”.

FOTO: Pixabay






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