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Paulistanos vão às compras. É a chegada do Natal


É grande o movimento de consumidores nas ruas do centro e também na 25 de Março. Em algumas redes, como a Renner, são formadas filas para pagar. Mas os comerciantes acreditam que ainda pode melhorar


  Por Wladimir Miranda 22 de Dezembro de 2017 às 08:00

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


A cinco dias do Natal, as ruas do centro de São Paulo e a região da 25 de março mostram um cenário alentador. O movimento é grande de pessoas entrando e saindo das lojas. Filas para pagar são vistas em alguns estabelecimentos comerciais, principalmente em shoppings e em grandes redes.

O movimento comprova a tendência apresentada no Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo o levantamento, o comércio varejista paulistano cresceu 4,7% na primeira quinzena de dezembro, na comparação com igual período do ano passado. O resultado foi a média formada pelas vendas a prazo, que avançaram 6,5% no período, e à vista, que cresceram 2,8%.

Para Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), os dados refletem a tendência vista nos últimos meses de que o Natal deste ano “não será apenas dos presentinhos”.

“É um crescimento satisfatório, já que reverte mais de dois anos de queda. Além disso, o fato de o crediário subir mais, indica que os bens duráveis devem ter maior procura nas vendas de fim de ano”, disse Burti.

Na Renner do Shopping Light, no centro da cidade, que costuma parcelar as compras em até dez prestações, o movimento tem sido grande. Filas têm sido formadas diante dos caixas de pagamento, como se observa na foto que abre esta reportagem.

O número de consumidores com sacolas na mão é um alento em meio ao cenário de dúvidas que se verifica neste final de ano. As enormes filas servem de contraponto ao que muitos comerciantes chamam de "Natal da circulação".

Ou seja, o Natal em que as pessoas estão saindo para as ruas, lotando centros comerciais, como a 25 de março, e shoppings, mas comprando muito pouco.

Por ser uma empresa de capital aberto, a Renner não comenta o movimento diário nas lojas. Os resultados são divulgados em balanços a cada três meses.

Na Tommy Hilfiger, loja de roupas masculinas e femininas, o cliente encontra camisetas por R$ 149,00. O produto mais caro é uma jaqueta de couro, por R$ 900,00. O gerente João Nepomuceno disse que por enquanto as pessoas andam pelo shopping e observam, mais do que compram.

“O que se vê muito aqui são as pessoas circulando. Você pode verificar que poucas estão com sacolas na mão. Ainda é o Natal da circulação”, disse ele.

Nos últimos dias, no entanto, Nepomuceno desenvolveu uma tese que virou esperança. Tem conversado com outros comerciantes e, juntos, passaram a acreditar que tudo pode ficar diferente após as festas.

“Eu digo a eles que temos de apostar nas promoções que virão após o Natal e o Revéillon. Aqui na Tommy Hifiger já estamos preparando a liquidação. Ela entrará em vigor logo no dia 2 janeiro de 2018. Acredito que as pessoas estarão mais animadas para comprar depois das festas”, afirmou ele, convicto de que sua tese pode dar certo.

Muito movimento, poucas sacolas na 25 de março.

25 DE MARÇO

Na 25 de março, nos últimos dias, milhares de pessoas caminham de um lado para outro em busca de promoções.

Algumas lojas oferecem descontos generosos. Uma delas, a Pink Color, especializada em produtos cosméticos, estampa um aviso em sua fachada: “20% de desconto”.

Segundo a gerente Taís, o resultado é excelente. "Colocamos este aviso semana passada. E o movimento aumentou bastante de lá para cá”, afirmou.

Na Pink Color, os clientes, mulheres em sua maioria, de faixas etárias variadas, de acordo com a Taís, encontram artigos para maquiagem com preços que variam de R$ 1,99 a R$ 250,00, que é quanto custa uma maleta para guardar produtos para maquiagem.

O gasto médio na Pink Color, segundo Taís, é de R$ 50,00. A loja ficará aberta todos os dias, com exceção dos dias 25 e primeiro de janeiro.

A preferência dos clientes, pelo que se observa na 25 de março e ruas próximas, é pelas grandes redes, como a Armarinhos Fernando. O desfile de consumidores carregando sacolas que estampam o logotipo da empresa é significativo. 

Com cinco lojas na região da 25, a Armarinhos é escolhida por quem costuma comprar presentes para creches, condomínios e para crianças carentes de entidades beneficentes. É o espírito natalino falando alto.

FOTOS: Wladimir Miranda/Diário do Comércio