Negócios

Para ACSP, vendas do varejo crescem, mas abaixo do esperado


Mesmo aquém do aguardado, oitava elevação seguida em estudo do IBGE indica melhora no cenário a curto prazo, avaliam os economistas do Instituto Gastão Vidigal, da ACSP


  Por Redação DC 15 de Janeiro de 2020 às 18:04

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O aumento de 0,6% nas vendas do varejo em novembro de 2019, comparado ao mês anterior, foi bom, mas abaixo da expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15/01).

“Os números vieram um pouco abaixo do esperado”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP. “Mas o importante é que os dados continuam positivos, o que indica uma recuperação da economia, embora mais lenta do que imaginávamos”, continua.

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O setor acumulou avanço de 1,7% entre janeiro e novembro de 2019, em relação a igual período do ano anterior, a oitava taxa positiva seguida. Na comparação com novembro de 2018, o varejo cresceu 2,9%.

A Black Friday, embora tenha ajudado em alguns setores, ainda precisa ser mais abrangente para se tornar realmente um fator determinante para o mercado de maneira geral.

“O evento tem crescido bastante, embora não tenha grande impacto no movimento geral, uma vez que não inclui veículos, combustíveis e material de construção, por exemplo”, analisa o economista.

Apesar dos números não serem os esperados, para Solimeo, o momento é propício para uma melhora no cenário a  curto prazo. “A liberação do crédito do FGTS e a evolução do emprego, entre outros fatores, são indicativos de que as coisas estão no rumo certo. E logo o resultado vai aparecer”, destaca.

Em síntese, de acordo com a análise dos economistas do Instituto Gastão Vidigal, da ACSP, os resultados do varejo em novembro confirmam a trajetória de recuperação gradual, dentro de um contexto de consumidores ainda cautelosos para comprar. 

"As vendas do comércio fecharão 2019 apresentando crescimento, embora provavelmente inferior ao observado no ano anterior", finalizam. 

FOTO: Arquivo DC





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