Negócios

Otimismo dos comerciantes foi passageiro


Após esboçar uma recuperação no primeiro trimestre, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da CNC, recuou 0,3% em abril


  Por Estadão Conteúdo 04 de Maio de 2016 às 15:08

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Após três meses de ligeira melhora, os comerciantes voltaram a ficar mais pessimistas em abril. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 80,1 pontos, queda de 0,3% em relação a março, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na comparação com abril de 2015, o indicador encolheu 8%, como reflexo da contínua retração na atividade do comércio, puxada especialmente pelo fraco desempenho do mercado de trabalho.

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"Não detectamos fatores que indiquem reversão no ritmo de atividade do comércio, ainda sem perspectivas de recuperação no médio prazo, especialmente em função da deterioração do mercado de trabalho, desemprego e queda na renda real dos consumidores", explicou a economista Izis Ferreira, da CNC.

Na passagem de março para abril, houve influência da queda nas intenções de investimentos.

O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) aumentou para 42,4 pontos, alta de 5,3% em relação a março. Na comparação com o ano anterior, entretanto, houve redução de 19,2%.

Já o subíndice ligado às expectativas em relação aos próximos meses alcançou 123,2 pontos em abril, acima do nível de indiferença (de 100 pontos) e 0,4% maior que o registrado em março. Na comparação anual, o aumento foi de 0,7%, primeira taxa positiva observada desde 2013 nesse tipo de comparação.

Na direção oposta, o subíndice que mede as condições de investimentos caiu para 74,8 pontos, recuo de 2,9% em relação a março e redução de 13,6% na comparação com abril do ano passado. 

O resultado foi influenciado por uma piora em todos os itens: intenção de contratação de funcionários (-3,9% ante o mês anterior), intenção de investimento na empresa (-2,6%) e avaliação do nível dos estoques diante da programação de vendas (-2,1%).

Foto: Karina Lignelli